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Poesias-->METRÔ LINHA 3 -- 29/05/2016 - 19:54 (benedito morais de carvalho(benê)) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Logo cedo


a cobra metálica


sai engolindo


e cuspindo pessoas


nas bocas das estações


Patriarca, Penha, Carrão,


Tatuapé, Sé, Anhangabaú


República, Barra Funda


pessoas robotizadas


sonolentas, perfiladas.


nas escadas rolantes


advogados, vendedores,


enfermeiros, professores,


biscateiros, militares,


poetas, colegiais, pastores,


secretárias, corretores,


dogueiros, chapeiros,


desempregados, aposentados.


Nos cantos dos vagões


retardatários dorminhocos


acomodando sonhos.


Metrô é movimento


transportando delirios


sonhos, caos, apertos


encoxadas dos tarados de plantão,


dívidas, dúvidas,  fossa, fé, solidão


num amontoado de pessoas


Todos têm os mesmos semblantes


todos fazem as mesmíssimas coisas


olhares fixados nas telas


dedilhando os celulares


como se fossem arrimo


transparecendo antropofobia.


Em cada estação anunciada


se dispersam anonimamente


teleguiados pelos aplicativos


ensurdecidos nos fones de ouvidos


levando nesses aparelhos eletrônicos


o pouco que sobrou de si mesmos.


 

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