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Contos-->Mensageiro dos Ventos -- 02/02/2013 - 09:57 (Marcelo de Oliveira Souza,IWA Instagram:marceloescritor) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
O Mensageiro dos Ventos


Chegando em casa Maurício encontra um homem careca, de paletó e gravata, junto com uma mulher gorda, trajando um vestido grande de rendas brancas, o estranho estava logo abaixo do Mensageiro dos Ventos.
Nosso amigo os cumprimentou mesmo achando incomum toda aquela turma na sua casa; procurou seu filho e esposa mas não encontrou ninguém, somente aquela dupla de estranhos, que transformou o seu lar em uma espécie de casa de despacho.
O homem careca começou a entrar em transe e iniciou a destruição do Mensageiro dos Ventos, parecia até que aquele formoso objeto estava anunciando algo muito ruim.
O invasor disse que ia fazer nosso amigo entrar na seita deles, começando a cantar cânticos estranhos, ao passo que a música iniciara, os atabaques “gritavam” cada vez mais alto e nesse ínterim iam aparecendo cada vez mais pessoas vestidas de branco, batendo no instrumento de percussão.
As coisas iam piorando, a residência de repente estava toda enfumaçada, foi quando o homem resolveu colocar um monte de cinzas embaixo do short do nosso personagem; a mulher pegou um grande colar e tentou colocá-lo no pescoço do sofrido rapaz, que desesperado suplicou para seus amigos de luz São Lázaro e Jesus Cristo a providencial ajuda.
As pessoas cantavam uma música muito estranha, cuja dupla infernal forçava a iniciação do nosso herói, que ao se ver amparado com a providência divina, resolveu virar o “jogo” e começou a rezar em voz alta, ao passo que o barulho dos instrumentos de percussão ia sumindo junto com quem os manejava, sobrando somente aqueles dois incautos, que iam enfraquecendo e desaparecendo junto com toda aquela fumaceira, onde aos poucos as coisas iam voltando para o seu lugar e só ouvia o som do Mensageiro dos Ventos tilintar uma melodia calma, mesmo quebrado e somente com uma peça, parecendo comemorar a volta da pureza do lar.



Marcelo de Oliveira Souza
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