Usina de Letras
Usina de Letras
                    
Usina de Letras
109 usuários online

 

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 57023 )
Cartas ( 21168)
Contos (12612)
Cordel (10075)
Crônicas (22188)
Discursos (3134)
Ensaios - (8996)
Erótico (13394)
Frases (43615)
Humor (18448)
Infantil (3772)
Infanto Juvenil (2679)
Letras de Música (5470)
Peça de Teatro (1316)
Poesias (138224)
Redação (2924)
Roteiro de Filme ou Novela (1055)
Teses / Monologos (2400)
Textos Jurídicos (1925)
Textos Religiosos/Sermões (4848)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Poesias-->Dá um Tempo! -- 28/03/2015 - 08:26 (MARIA CRISTINA DOBAL CAMPIGLIA) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
DÁ UM TEMPO!



É bom respirar a liberdade

escondida entre os eclipses.

Passo entre as algemas da rotina

embarcada em correrias inexplicáveis:

abro fendas na sanidade.



Deixamos marquinhas na areia

feito criança que se perde no mato

e vamos plantando e arrancando

como famintos.



Cruzeiros de horror e desespero

em sangue de gente inconformada

em vidas de nós mesmos , inacabadas:

o mundo é o cenário da falta

onde a opulência da estupidez é humana.



Todos os jardins são bem-vindos.



A Terra também é minha esfera;

tua casa, a senzala. O topo do que temos

e o início do nosso nada. A idéia da vida

com seus picos e montanhas incendiadas

de desejo de existência e esperança remendada;



mesmo em meio à sua miséria o homem... fala?



Quando à noite o céu escuro me confronta

ao chegar a este cenário- eu digo "casa"

há um teto que arvora-se a jogada

outra gente

outro nada

e caminho pela beira como inseto

a tentar achar a gema e minha alma



uma alma que nem sei

ou está algemada?



Em talvez uma janela meio errada

entro inteira

busco alguém

respiro fundo:

o que chamo de rotina me conforma

o que exijo para amar

me desafina.

Menos mal que já aprendi onde me escondo.



Mas então as borboletas não aclamam:

é verdade ou invenção

que elas são fadas?

São casulos empurrados para o voo

e o insensato caça e guarda

como um bolo.

É por isso que ser livre custa muito.



Custa a fuga

custa a lama, o galho certo e a jogada.

Liberdade é a utopia de umas caras

que descobrem serem máscaras

sem cara...

É aí que ando correndo ou quase alada

para metas tão estranhas

que me acabam.

Ainda assim respiro a essência de algo estranho

que se esvai entre as correntes da jornada.



é bom desenhar a liberdade

como deusa que cutuca mente e sonhos

e quem sabe é de verdade

talvez fogo

ou ventania

ou às vezes bata à porta

sem aviso



II



Gritar:

entropia que desvenda

geada

cálida

curta e fina

trilha do ser que escapa.



Pela boca ou na cabeça

como lágrima precisa

cheia do que sente-se

nu

arquitetado por aquilo que lá reside:

no lado de dentro e respira

verdadeiro e oculto

no silencio.



Grito quando paro e sem medo algum

pergunto ao mundo que fizemos:

e agora... nada?

Então sim : não tenho nada

nada quero a não ser ar

e respirada



Nesse instante abraço livre meus limites

como barcos são meu nome e minha cara.

Nesse arame de equilíbrio ainda acho

que te encontro como pássaro

que aguarda

e talvez a madrugada me retome

como alguma criatura que desaba

da caótica cultura

mãe

e amarra...









-----------------------------------------------------------------
Comentários

O que você achou deste texto?        Nome:     Mail:    

Comente: 
Perfil do Autor Seguidores: 1Exibido 60 vezesFale com o autor