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Crônicas-->O CALO -- 11/12/2006 - 11:04 (Orlando Batista dos Santos) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

Conta meu novo amigo José Geraldo de Matos em seu livro “Histórias e Contos”, que um certo hospital de Brasília foi construído com o que tinha de mais moderno em tecnologia da época. Dentre as inovações, continha um sistema de trâmite de documentos a vácuo; as guias médicas, as faturas e demais despachos eram enviados aos outros setores por meio de um tubo embutido na parede que os sugava, remetendo-os aos seus respectivos destinos, economizando mão-de-obra e tempo para transportá-los.
Diz também que o sistema era de admirável eficácia para fazer circular papéis. Até que... bem, até que começaram a remeter torradas, sanduíches e pizzas, emperrando o sistema que, a bem do serviço público, acabou sendo desativado.
Geraldo diz que é folclore, que tudo não passa de gente com imaginação fértil e capaz de inventar histórias absurdas, a fim de denegrir a imagem de alguém ou de uma instituição por pura maldade. Mesmo porque, Brasília parece estar fadada a ser alvo de intrigas, e qualquer fato, por menor e inexpressivo que seja, ganha amplitude nacional e, de preferência, se transforma em escândalo. Morador de Brasília, Geraldo diz que o lugar não é isso tudo que a televisão mostra para o resto do Brasil, mas eu prefiro acreditar que pelo menos o fato que segue (e eu aproveitei para inventar mais alguns detalhes) ocorreu de verdade no dito hospital:
Um sujeito apareceu ali para uma pequena cirurgia para extração de um calo que, a bem da verdade, causava-lhe um simples incômodo. Simples incômodo mas, em se tratando de calo devia mesmo ser um suplício para seu dono.
O caso era tão simples, mas tão simples que o cirurgião destacado para o serviço sequer se deu ao luxo de encaminhar o paciente para a sala de cirurgia, para um quarto ou para um ambiente mais adequado. Resolveu que extrairia o calo num discreto corredor, a fim de não ocupar os espaços preciosos dos verdadeiros doentes.
Com o paciente já à maca o cirurgião saiu para buscar o bisturi. Mal virou as costas e a maca destravou-se, fechando-se contra a cabeça do paciente abrindo um rasgo, graças a existência de um parafuso saliente. No desespero para sair da maca o paciente acabou rolando pela escadaria recebendo, em conseqüência, algumas fraturas nas costelas e em um dos braços. Estatelado no fim da escadaria, desmaiado e sangrando, foi assim que nosso cirurgião reencontrou seu paciente.
Atendido de pronto foi o paciente submetido a procedimentos de reanimação e cirurgias para consertar os estragos. Colocado na UTI, o próprio cirurgião ficou de plantão para avaliar as reações de sua “volta” da anestesia. Todo enfaixado e “grogue”, o paciente conseguiu abrir um dos olhos, reconheceu o cirurgião e a custo conseguiu falar:
- E... então...doutor: tirou... o calo?
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