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Cartas-->Marcos Albuquerque: - Quando eu perseguia os seus passos... -- 23/01/2004 - 12:12 (Georgina Albuquerque) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
. Meu querido Marcos:


Houve um tempo em que eu perseguia os seus passos... De tão colorido, frio ou quente, áspero e liso, excitante ou paralisador, o mundo exigia que eu me apressasse para que você não se ferisse ou adoecesse. E na minha memória, lá vem o Marcos, os passinhos inseguros tornando-se resolutos, o vocabulário crescendo como uma teia, numa esforçada tentativa de dar conta do universo ("- Mamãe, que é isso?...").

Hoje, olho para as mãos que entrelaçam as minhas e percebo que agora sou eu quem não dá conta da fantástica experiência de ser sua mãe. Quantas vezes tenho sido levada a perceber um mundo novo que (garanto!...) jamais sequer intuí. Além dos abraços calorosos (e tão requisitados...), a nossa cumplicidade viaja pelas fotografias dos filmes de Greenaway ( que susto, o Bebê Santo de Macon!...), aprecia Jetro Tull, Deep Purple, Black Sabbat e Sepultura, desiste temporariamente de escutar Pink Floyd, devora os cadernos econômicos e ainda reflete sobre as frágeis imagens dos talibãs estampadas no jornal. Você cresceu, meu amigo (tanto, tanto!...), que hoje perseguimos os passos um do outro, conferindo as últimas descobertas audiovisuais ou gastronômicas que surgem por aí afora.

As nossa conversas que não terminam nunca, a culpa de cada uma delas é sua...O melhor "papo" do mundo, cheio de novidades e surpresas!...("Mãe, sabia que...?"). A paixão pelos animais e pelo esporte, o corpo mole para freqüentar o MBA após um dia de trabalho, a ausência de preconceitos infundados, o carinho para com a namorada...tudo isso faz de você uma pessoa LINDA e especial!

A nossa alegria (a sua irmã aí inclusa...) e as gargalhada ecoando pela casa... que façam sempre parte das suas lembranças mais felizes. A Ana, o Lázaro, as nossas histórias pelos quiosques da Lagoa (com os amigos "figuraças"), as bagunças na mesa da cozinha, os aniversários festejados, a chegada de Nietzsche, Stelinha e Zucky B.B. King (nossos animaizinhos queridos!...), os CDs compartilhados, os documentários da TV, as idas à locadora de vídeos, os supermercados da madrugada, as pizzas etc. etc. etc...

As imagens se alternam: o menino de cachinhos dourados e o rapagão bronzeado que chega cansado, o paletó e a gravata atirados no sofá da sala ("– Ah, não!... tira isso daí, Marcos!..."). O olhar, porém, é o mesmo: aquele que me acompanha desde que passei a ser muito mais feliz, ensinando e aprendendo que a vida tem cor e que, ainda que o mundo possa ser "frio ou quente, áspero e liso, excitante ou paralisador"...ele precisa sempre ser explorado!

Eu e sua irmã o amamos demais! Sendo você quem é, não poderia ser diferente...

Um beijão de sua mãe,

Gina
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