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Poesias-->LÁ -- 21/03/2014 - 00:47 (MARIA CRISTINA DOBAL CAMPIGLIA) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos








Às vezes comeria todas as possibilidades

mastigando-as como estrelas ou lanternas

aos cachos

como uvas:

possibilidades que fogem

de apertos de lados vitais incansáveis

entre janelas ou lugares

esses (lugares) que os olhares fazem insuficientes

e as vozes tornam longínquos

e os perdemos

e choramos



nada do possível deveria ser adiado

mesmo que não lhe restasse tempo



é que ainda teríamos o impossível

brilhante como um sol

a hipnotizar nossos pensamentos



e quem duvidaria de que ele, o impossível

reinaria como sempre o fez, levando-nos

mar afora

pelas areias

ou terra adentro,

como um ventre

para atirar em nós como selvagem

dizendo mais uma vez que a utopia

só ela

tem a coragem

de valer a pena ?

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