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Contos-->Um presente -- 02/10/2011 - 12:42 (Juliana Mendes Velludo Guidi) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
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Ficamos responsáveis, Daliane e eu, pela Antologia Poética realizada com os alunos dos quartos e quintos anos do colégio onde trabalhamos. Tenho verdadeiros poetas nas minhas salas de quarto ano, principalmente no período da tarde. São encantadores!
Fizemos tudo no primeiro semestre. Para este ficaram revisões e digitações. Tudo deveria estar pronto para o dia 28/09, dia do lançamento do livro dos pequenos escritores. Na semana passada, a coordenadora dessas salas foi ao sexto ano atrás de mim para dizer que achou o poema da minha aluna Alessandra muito confuso. Aproveitou e me disse que estava com vergonha do livro deste ano. "Tem muito poema pequeno! Ficou clara a saída da antiga professora. Ela colocava música, motivava os alunos...". Fiquei quieta. Daliane, que ouviu muito mais do que eu, chorou uma manhã inteira por causa da delicadeza com que foi repreendida. Pedi para que não se preocupasse, fizemos o que pudemos.
Soube que as duas professoras que iniciaram esse projeto no colégio seriam homenageadas. Na quarta-feira (28/09), recebemos um presente de Deus. Nossa diretora, com receio de que os pais não acreditassem nas novas professoras, mencionou o nome das duas antigas como sempre presentes dando um apoio. Sei que a coordenadora falou para ela o que pensava do livro. Percebi no modo como ela me cumprimentou nos dias antecedentes a esse. Um dos convidados, médico, escritor, membro da Academia Ribeirãopretana de Letras... enfim, uma pessoa capaz, sensível para avaliar poesias, selecionou e leu alguns versos dos nossos alunos. Dizia com gesto de indignação: "Uma criança de quarto ano escreveu isso! Como pode?! Isso é coisa de criança bem orientada!". E, olhando para nossa diretora, disse: "Olha, este é o melhor livro dos que já foram lançados pela escola!"
Deus é maravilhoso. É justo. Não! Em nenhum momento quis dizer que o trabalho não era bom. Seria me derrotar também, pois colaboro desde 2008. Mas ouvir o que eu e minha colega ouvimos?! Esse escritor poderia ter ficado quieto. Poderia ter gostado e não dito nada. Mas, porque Deus viu que não merecíamos engolir tudo caladas, ele falou com todas as letras e cheio de entusiasmo que foi o melhor livro que o nosso colégio lançou. Obrigada, Senhor.

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