Usina de Letras
Usina de Letras
                    
Usina de Letras
87 usuários online

 

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 57526 )
Cartas ( 21184)
Contos (12609)
Cordel (10183)
Crônicas (22286)
Discursos (3141)
Ensaios - (9091)
Erótico (13416)
Frases (44301)
Humor (18624)
Infantil (3908)
Infanto Juvenil (2855)
Letras de Música (5479)
Peça de Teatro (1320)
Poesias (138253)
Redação (2947)
Roteiro de Filme ou Novela (1056)
Teses / Monologos (2412)
Textos Jurídicos (1926)
Textos Religiosos/Sermões (4988)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Poesias-->Você e eu (xis) -- 25/01/2014 - 23:47 (MARIA CRISTINA DOBAL CAMPIGLIA) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Você e eu

(xis)



Aqui as pessoas

que não são daqui

não sabem ler nos entrespaços

e só veem fuligem



substâncias decompostas

agarradas às paredes

das artérias nossas



ali onde estás há coisas

que daqui se contam mal

e contam-se coisas.



Os que não são daí

não sabem ler

o teu aí.



E um dia um eu

(daqui?)

e um você

(dali?)

nada resolvem além de se ver

mas ver pode ser o resumo

de dois num nós



e viram de ver e de virar

como olho e reverso

como ser e mirar

onde um tu -diz que quer

porque um eu faminto

parece querer



não há nada de ti

que possa fazer

e tudo faminto de mim

morre de medo no balanço

sentado com pés descalços



porque soube da vida que querer

é pegar entre os dedos um deserto inteiro

que se esvai e se vai e se vai

embora nos pareça que a areia seja tanta

que sempre haverá



II



Permite-me então

o pedaço mais sanguinolento

do teu sentir



aquele que esquece do outro

não pede licença

não quer saber



aquele pedaço que corta

com dentes de desejo

em carne viva

a carne morta.



Permite-me o aí que habitas

e que eu não precise ir

jamais

e então te darei minhas sobras

- éstas inteiras que ninguém quis

por serem estranhas

e com gosto de mim-



temo tua parte poderosa

que não sabe de ti.

Adivinho-a como à lua

mesmo se céu nublado



porque soube da vida que querer

é pegar entre os dedos um deserto inteiro

que se esvai e se vai e se vai

embora nos pareça que a areia seja tanta

que sempre haverá





--------------------------------------------------------

-----------------------------------------------------
Comentários

O que você achou deste texto?        Nome:     Mail:    

Comente: 
Perfil do Autor Renove sua assinatura para ver os contadores de acesso - Clique Aqui