Usina de Letras
                                                                         
Usina de Letras
37 usuários online

 

Autor Titulo Nos textos

 

Artigos ( 59135 )

Cartas ( 21236)

Contos (13102)

Cordel (10292)

Crônicas (22196)

Discursos (3164)

Ensaios - (9439)

Erótico (13481)

Frases (46519)

Humor (19281)

Infantil (4461)

Infanto Juvenil (3729)

Letras de Música (5479)

Peça de Teatro (1337)

Poesias (138234)

Redação (3054)

Roteiro de Filme ou Novela (1060)

Teses / Monologos (2427)

Textos Jurídicos (1945)

Textos Religiosos/Sermões (5525)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Crônicas-->DESTINOS PARALELOS -- 19/10/2006 - 19:47 (Délcio Vieira Salomon) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
. DESTINOS PARALELOS

Délcio Vieira Salomon

- crônica feita a partir do poema "PARALELAS DO DESTINO" do mesmo autor e neste site publicado.

Correm soltas
as linhas do destino
sem nunca se encontrarem.
Por elas passam
o fado e a desventura
a sorte e o infortúnio
o acaso e o azar
a ocasião à espreita do ladrão
a desdita do condenado.
Até a ventura desta vida
cantada pelo apaixonado
trafega por lá...
Sem esquecer que também
anda solta
a mentira da vidente
que a mão insiste em ler
para revelar o mistério
de quem tudo tem para esconder ...
Nada disso se oculta em linhas tortas.
Transita em paralelas
sem jamais uma na outra se tocar.

Para confirmar o que digo
e convidar à reflexão
trago fato ocorrido
que os jornais
acabam de estampar.
Merece ser narrado
no estilo repentista
do cancioneiro popular:

Dois jovens um dia
se conheceram
e à primeira vista
se amaram
e em pouco tempo
se casaram.
Pareciam dois pombinhos
tantos beijos se trocavam...
Até que um dia
na rota do destino
o ciúme entrou de contramão
e provocou a colisão.
Veio a briga, a discussão ...
Dirão: este o lugar comum
de toda história de amor...
Certo, mas esta “love story”
não terminou em mera separação
é preciso dar relevo
à dialética do comportamento.
Para diferenciar as semelhanças
e agudizar as contradições
nada melhor do que
colocar em paralelo
as atitudes dos agentes
tal qual faziam os escolásticos
em seu método de filosofar.
É a correta maneira
de nossa teoria provar.
Verão como as linhas do destino
andam mesmo em paralelo
sem nunca se encontrar.
“Viver é perigoso”
já dizia Riobaldo
muito mais perigo
o destino reserva
para quem pretende amar.


Mal terminou a briga
ressentidos
cada um pensou em tomar seu rumo.
E vejam como a história de cada um
paralelamente teve o seu lugar:


1

Ela
foi
para
a piscina
nadar.
Desta vez
subiu
no trampolim
para saltar
a fim de
profundamente
mergulhar

2

Ele
pro
ecritório
foi pra
trabalhar.
Mas
em lugar
de no
escritório
entrar
subiu até
o último andar

3

Ela
queria
a cabeça
refrescar
prazer ao corpo
proporcionar
e no fundo
da água
tudo
sepultar
pr’a sua
vida
logo
refazer.

4

Ele
de repente
mergulhou
de ponta – cabeça
(justo esta
que tanto
o atormentava
queria
no asfalto
espatifar)
e num segundo
a vida
com a morte
resolver





Reparem todos
como a semelhança
se torna diferença fatal
quando o detalhe
em conta é levado:
Ambos paralelamente
procuraram no mergulho
a solução encontrar
ela na água, ele no ar...

Fatos como este
freqüentemente se repetem.
Mas se os fados não permitem
o cruzamento de suas linhas
por que na vida homem e mulher
lado a lado insistem
as paralelas do destino
em ziguezague percorrer?
Comentários

O que você achou deste texto?        Nome:     Mail:    

Comente: 
Renove sua assinatura para ver os contadores de acesso - Clique Aqui