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Poesias-->Ahora -- 13/10/2013 - 00:17 (MARIA CRISTINA DOBAL CAMPIGLIA) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos



Ahora



Enfiado entre os silêncios do meu quarto

jazem os sons do passado e do presente

num tecido de cenário do agora

para formar minha cápsula

devastadora



o futuro é imagem, projeção aberta

possibilidade e arame farpado

porque tem alma de armadilha.



Desenho luzes e as deixo tênues

na tentativa de injetar em mim

o sentido de ser cautelosa

como uma aranha.



E então oriento-me: o amanhã não existe.

E de nada adianta antecipá-lo

porque nada há.

Mas neste ponto da reta

em que habito

existe o instante com seu arco íris

provocando o sonho,

que impaciente cria-te : amanhã.

 


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