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Poesias-->Vida -- 22/09/2013 - 22:01 (MARIA CRISTINA DOBAL CAMPIGLIA) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos


VIDA



Olhos abrem e o frio da noite lambe

como esteira que se abre

e fico à beira, sem era, sem nada

olhando um mundo grande

cheio de coisas de gente.



Pergunto-me ; e agora?

o instante veste-se de um talvez

a dúvida de encontrar o agora

e vou pela corda bamba

como as pombas nos fios

como sons de arrepio



a Vida dá e eu vi

que dá na telha da Vida

porque ela é inesperada e volúvel

e tece seus caprichos como riscos.

Gigante e anã tudo inventa

e brinca de deusa

com quem a tenta.





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