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Artigos-->A PONTE -- 27/01/2003 - 01:28 (Ricardo Oliveira) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
A PONTE

Ricardo Oliveira



- Conte uma estória para mim!



Tudo começou mais ou menos assim. E, sem mais, nem menos, comecei.

Eram duas vezes... Um homem, de um lado e uma mulher, do outro, cada um na sua vez, ora juntos, ora separados estavam por um rio e uma ponte.

Cada qual por seu lado, cheio de vida, de desejos e preparos buscavam meios de se manterem felizes e livres.

Talvez a inocência ou a vida selvagem que os rodeava não trazia para um ou, para o outro, ansiedades que o tempo demais ou, aquele tempo que falta, nos traz.

O tempo certo é tão somente aquele que passa. Este tempo é o único tempo real. Fica registrado nas fotos, nos relatórios e naquele relógio que, sei lá porque, parou. Pode ser que a corda ou a pilha tenha se esgotado ou que, aquele cronometrista tenha travado os segundos e se esquecido de destravar.

Mas... Sempre há um mas...

Vieram as chuvas e o rio começou a subir. As margens perderam a segurança e a ponte segura, balançava agora resistindo ao vento e às águas até que caiu.

Os dois, por sorte ou azar estavam bem e separados.

Passaram as chuvas. Voltaram as águas ao antigo leito e de repente se deram conta que estavam, cada um de seu lado, onde tudo tinha começado.

O menino olhou para mim curioso e interessado.

Fiquei em silêncio observando seu olhar percebendo o pulso que ele ‘parecia buscar’ na estória. Ele não se conteve ante o silêncio e disparou:

- O que ele fez? Perguntou como um voraz devorador de estórias.

Eu sorri e certo de que não poderia enganá-lo me rendi.

- Eu não sei. Só escrevi esta estória até aqui. Você pode continuá-la?
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