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Contos-->Pássaros do Passado -- 25/01/2011 - 15:54 (Marcelo de Oliveira Souza,IWA Instagram:marceloescritor) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

Pássaros do Passado

Quando criança, tínhamos uma casinha nos fundos da nossa morada, que guardávamos uma grande variedade de passarinhos.
Nossa admiração e carinho pelos bichinhos eram tão grandes que sempre ao vermos uma avezinha sendo vendida na feira livre era motivo para a maior comoção, terminando muitas vezes aumentando a nossa criação.
Só que o tempo era curto para quem tinha múltiplas atividades escolares em ambos os turnos, assim os animais eram forçosamente postos de lado, não tendo o cuidado merecido, muitos sofriam com a desatenção, chegando até morrer.
Um dos dias que mais doeu na gente foi quando o prego que segurava a gaiola na parede caiu, o bichinho se assustou, voando por dentro da gaiola, terminou por se enforcar ali mesmo, o papa-capim pardo do canto glorioso, teve um fim trágico.
Quando nos mudamos, indo morar na civilização, tivemos de abrir mão deles, soltamos quase todas as aves, mas um canário-da-terra, que tínhamos acabado de encontrar, ainda era um filhotinho abandonado pela mãe; indefeso, resolvemos entregar aos cuidados do vizinho, mas nem por isso deixou de ter um fim trágico, sendo devorado por um rato esfomeado.
Ao sabermos de mais um final violento, ficamos muito tristes com mais essa má notícia, contudo são leis que somente a natureza domina.
Muito tempo depois, alcançando a maturidade, recebemos a graça do poder do desdobramento, conseguindo, pois, voltar no tempo, no mesmo cenário de quando éramos crianças.
Com toda a consciência de uma missão espiritual, fomos direto ao local onde as gaiolas ficavam, subimos as escadas e lá estavam todos os espíritos deles aprisionados, abrimos as respectivas gaiolas para enfim ganharem a sua liberdade.
Aproveitamos para ver a nossa falecida mãe, ficamos um tempo, antes de ela sair para visitar uma parenta, sabíamos que não poderíamos mais acompanhá-la, ela saiu com o nosso pai naquele fusquinha verde da época, deixando mais saudade ainda.
Seguimos pela rua, entramos na residência da vendedora de geladinho, como a porta estava aberta, adentrarmos ao recinto, percebemos já estar numa cidadezinha do interior, onde duas crianças brincavam num quarto sentadas no beliche, afaguei a cabecinha de uma delas, sabendo da sua importância no futuro.
Tínhamos a consciência de que Deus nos proporcionara a alegria de reparar o passando, mas como tudo que é bom dura pouco, percebemos que o tempo estava se esvaindo, a ampulheta teimava em cultivar a areia, assim declinamos da nossa jornada, ficando a satisfação de ter cumprido a minha missão e de ainda poder conhecer a minha esposa ainda pequenininha, lá nos confins do sertão.


Marcelo de Oliveira Souza







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