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Poesias-->Genética -- 12/10/2012 - 01:53 (MARIA CRISTINA DOBAL CAMPIGLIA) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos



Genética





Os locais mais inimagináveis


do meu corpo


possuem códigos ancestrais


como tatuagens





Não sei as datas.





Guardam fidedignos as marcas


como se fosse nesses pedaços


de pele


que as minhas avós pudessem ficar


vivas.


As tantas avós remanescentes


em séculos de passado


com cheiro de guardado.





Avós com enormes quadris


balançando de bons costumes


com segredos indomáveis.





Avós de chapéus com penas


e aventais de domingo


e homens ocultos com ternos


chegados à noite em segredo


em adúlteras carruagens.





Sou um conjunto orgânico


de vértices existenciais


onde os carimbos seculares


plasmam seus genes históricos


e denunciam-me sem saber.





Revelam-se em alguns gestos


antepassadas e fortes


avós com enormes pernas


avós com magreza astuta


e outras, sem qualquer charme.





Avós que costuram mantas


Ou roubam


Ou fazem farra.


É delas que tenho as garras


das fêmeas que mordem forte.








Desperta-me às vezes uma


com voz de uma tribo estranha


e sei que sai dos meus braços


e sou do seu ser


a parte.


Atiro flechas e tenho


as lendas em mim qual conto


voando azul como pássaro


em suave tarde de outono.





Carrego tácito lema, avanço


dos anos vinte


metrópoles tecnológicas


mundo


cansaço mudo:


e as partes que levo dentro


avós das avós que tive.





Descubro quando envelheço


que a vida retorna e fica;


que pede


que se repete...





e sabe-se lá de quantas


avós temíveis resulto


meu corpo traz o segredo


de todas


e algumas tristes...



 





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