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Poesias-->Madrugda velha -- 09/07/2012 - 01:06 (MARIA CRISTINA DOBAL CAMPIGLIA) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Madrugada velha





Suave passa escura e fria

tenta janelas e morde

em tiro livre de acorde

e eu

sonâmbula e só

penduro-me em sua cauda

como uma louca doente

de amor





todo o amor deste mundo

que mora dentro do peito

não só por ti, meu amigo

mas pela vida que atira



ficando enorme respira

o meu total devaneio

meu pensamento sem senso

minha desordem sem freio



é como vida que invade

todas as portas que fecho

arromba o lado bem feito

dos bons costumes atentos



Brusca foge

madrugada

quase roubando com sorte

todas as dores que engole



Boca sonâmbula enorme

veja se enfim me devolve

o meu amor

que tem nome

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