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Poesias-->Compasso -- 13/06/2012 - 02:37 (MARIA CRISTINA DOBAL CAMPIGLIA) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos


Compasso



Teu limite de pele é imã

encostado no pano do universo

que estico e imagino

como hino



Vou aos extremos galácticos

e volto a este quarto ínfimo

ponto de luz solitário

escuro como poça

Carrego a âncora de mim

na busca de chão para jogar

para fazer o tempo

não passar



Um outono que chega um verão

que se vai

e este mar que me inunda

sem rede

faz a nota do hino que atino

diapasão

a te achar



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