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Poesias-->BANHO POÉTICO NA MONTANHA -- 07/06/2012 - 20:34 (João Ferreira) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

BANHO POÉTICO NA MONTANHA
Jan Muá
O5 de junho de 2012

É inexcedível este banho de visão
E de perspectivas
Esta passagem pelo Alvão das mamoas
E dos moinhos eólicos
É inexcedível esta catadupa de impressões visuais intensas
Maiores que as montanhas recriadas pela admiração
É inexcedível o banho que nasce emoldurado pela farta exposição da natureza
A majestade das cristas das montanhas acolchoadas
E das móveis asas do vento
Nos píncaros soltos das serras
É este um deslumbramento forte que carrega a emoção
Das árduas subidas e dos empolgantes alcantis sobranceiros a corajosos viadutos rodoviários
E a natural emoção da biodiversidade das castas nativas da vegetação resistente e florida
Latente nos resinosos pinheiros lusitanos do norte
Nas giestas no tojo na urze e nas queirotas
É inexcedível este banho de visão
E estas rochas solidificadas estas pedras e estes filões
E este puro ar serrano
Purificado pelos ventos e pelas brisas da montanha ancestral
E pelas altitudes e divindades locais
Pela alma das geometrias ásperas dos poderosos
precipícios
Que escondem aventuras nascentes de águas correntes
Esfarinhadas na relva úmida dos lameiros
É este um espetáculo primitivo e puro
De orgulho imaculado e radical
Onde rochas e granitos se encobrem em dorsos verdes
E nuvens móveis
Em espetáculo de sobreposições de altitudes e de linhas reais
Com rosto de linhas imaginárias
E corpo serpenteando por entre autoestradas e viadutos
Rasgando espaços
E sinuosidades prenhes de velocidades
Em conluio louco com precipícios
É este um banho poético raro para a imaginação
Tocar com os olhos o desenho de alcantis selvagens
Nos escaninhos da montanha verdadeira
Para depois ver descer pelos sulcos das encostas íngremes
Os veios puros da água cantante tocando as pedras
E fazendo reverdecer o fundo dos vales e os lameiros ladeados por faias
Em quadros de natureza cheia de graça
No tapete da memória
Ficará para sempre o quadro belo e florido das giestas douradas
Desenhado no andante flash tirado no movimento das autoestradas
A partir dos cumes e dos cerros transmontanos.

Dia 05 de junho, no percurso de Vila Pouca de Aguiar, pelo Alvão e Marão, até ao Porto, na camionete Viação Tâmega, 2012
Jan Muá

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