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Poesias-->Ce..seca -- 31/05/2012 - 00:56 (MARIA CRISTINA DOBAL CAMPIGLIA) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos


Ce..seca



deu-me um revertério retroativo

ou algo parecido

sobre um monte de agoras

inválidos

ou quase alejados

pensei: cadê ele?



O pior: sei que o feri algum dia

de um jeito que nem sei

com algum lado meu

que não conheço bem

nem quero



Como foram possíveis (...)

umas coisas

doloridas e brutas no mal sentido

porque talvez histéricas

muito esquecidas agora, muito

tanto

que só ficou a sensação de faca empunhada...

Eu nem sei onde foi que postei

mas sei que mandei

e não as acho...

também

nem quero procurar muito

(não!)

só tenho seu sinal repetindo

n vezes

"o que foi aquilo,

o que foi aquilo,

o que foi aquilo..."

e eu nem sei mais e talvez

nunca soube.



Lembro-me da sensação de querer algo

e não tê-lo e lembro

da vontade de ferir...

(e de novo a faca empunhada.

Possessão

de um eu desconhecido

que nem quero...)



Como foi possível ferir

tão pura criatura

solitária como eu

e acompanhada por tanta vida

que doeu?



...Este pedaço de mim , virtual e palavresco como quê

sei que não deve servir porém

tem que ser - porque é

e sim é:

a única coisa que me resta patente,

explícita

embrutecida



no sentido bom



do bom sentido...

e como queria eu dizer

des-

      cul

          pe- me

por algo que não sei o que foi

e que digo que deve ter sido

um eu não conhecido por mim

que nem quero conhecer.



E então

cadê você



Quero ouvir seu respirar

mande-me um sinal

pendure-o aqui

neste varal

...ah sim, diga sim por favor

que algum dia você

desculpou-me e senão

desculpe-me

agora, hoje, amanhã

quando for



Lembra-se? Nunca tive nada



nada seu



a não ser o saber que existe



você



Vou aguardar como louca

algum pedaço

do teu amanhecer







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