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Poesias-->SOLIDÃO NO BAR -- 11/05/2012 - 15:43 (Délcio Vieira Salomon) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
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SOLIDÃO NO BAR



Solidão, não te mereço,

pois que te cosumo em vão.

Sabendo-te embora o preço.

Calco teu ouro no chão .

(Carlos Drummond de Andrade – Desperdício - em Viola de

bolso)



Vazio está o bar.

Em sua solidão

nem um par.

Apenas um velho

ali está

a beber

e a meditar.

Em sua cabeça,

como em asas de um condor,

o tempo passa

mais veloz

que no exterior.

No écran da memória,

infância – travessuras

adolescência – aventuras

juventude – sonhos

amores, paixões

quarentanos –compromissos e desventuras.

Tudo surge conglomeradamente

- raio a rasgar o manto da noite.

Lembranças - o que de ontem lhe restou.

Hoje – a solidão, a saudade:

a presença da ausência

a assumir seu lugar

para tudo ofuscar.

Parece triste.

Só parece.

Sei que não está.

Fortuita lágrima

- prenúncio misto

de contrastantes sentimentos embutidos –

escorre pelo sulco

rasgado pelo cinzel da vida

na face enrugada.

É a gota que faz

o deserto das ilusões

florescer

e reflorescer

em brotos de esperança.

Sorri.

Sem ninguém notar se retira

medindo passo a passo

a distância

entre o que foi

e o que será.

Ao contrário

da vã filosofia,

a idade da solidão,

como cantava o poeta,

ainda que não a mereça,

(pensa com seus botões)

é a melhor da vida.



 


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