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Contos-->ENQUANTO A CHUVA CAI -- 07/01/2010 - 19:14 (valentina fraga) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Saí à pouco do trabalho e estou voltando para casa. Sobre a cabeça dos transeuntes, o céu enegrece de forma impressionante.
Tem chovido bastante, muito acima do normal. Tragédias sem conta, tentam contar, os que a noticiam. Chamadas de jornais à cada
momento, divulgam mais alguma calamidade no nosso estado. Os dedos não são suficientes para contar os mortos, vitimas
das enchentes e deslizamentos. Fico olhando o mundo à minha volta, e o pânico que se instalou nos corações nos momentos em
que iniciam os primeiros pingos vindos do céu. As pessoas batem-se umas contra as outras na intenção de alcançar o seu
destino, antes que a enchorrada os alcance.
Somos tão mínimos, diante das grandes tragedias... tão impotentes diantes dos desastres naturais....
Agora, voltando um pouco mais o olhar, deixando de olhar em volta e olhando um pouco para dentro, vejo desastres, enchorradas,
furações que acontecem bem aqui dentro de mim. Trovões e ventanias gritam no meu peito, e lá fora, ninguém é capaz de perceber.
São só meus, inquietam apenas os meus pensamentos, tornam a vida, um pouco mais dificil. Sou capaz de sentir uma dor aguda no peito,
e mesmo assim elevar o sorriso, numa expressão de tranquilidade e alegria que a todos contagia. Essa é minha fuga, meu teatro, meu
saber viver, dentro de um mundo que não é feito sob medida, aos meus desejos e caprichos.
Sou apenas parte dele, e bem pequena é bom saber.
Espero apenas uma chuva, leve e abundante, que possa carregar em suas águas, minhas dores, meu sentimento de vazio, minha
estranha melancolia, meus amores vãos, minha auto piedade, e junto com minhas lagrimas, formem um riacho, não de enchentes, mas
um riacho doce, de aguas cristalinas, onde possa me banhar, e me alimentar da brisa, e lavar a minha alma, e parecer mais limpa, e menos inundada da tristeza
que me abate a cada dia. E que essas aguas, limpem meu coração, das gravuras que teimei em decalcar, na intenção de que fossem apenas boas, e não
deixassem marcas tão doloridas. Que ele se renove, e que eu possa ter mais cuidado e seja menos atrevida em escrever historias nas minhas
paginas, para que tanto quanto passe o tempo, menos paginas tenha que arrancar, para quem sabe acertar mais, na proxima história que vá escrever.
E, que seja bem vinda, esta inundação.
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