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Poesias-->CRIME HEDIONDO -- 20/04/2001 - 10:10 (Paccelli José Maracci Zahler) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
CRIME HEDIONDO



(em memória do guerreiro pataxó Galdino)



Paccelli M. Zahler



Asa Sul, madrugada,



Dorme um guerreiro



Sonha com suas terras



Griladas por fazendeiros.







Longe de casa e só,



Quer reaver o chão



Que o branco tomou,



Cego pela ambição.







Na aldeia pataxó,



Irmãos esperançosos



Aguardam boas novas,



Dias mais ditosos.







Eis que um carro pára,



Cinco jovens se aproximam,



Jogam-lhe álcool nas roupas,



Riscam fósforo e caçoam.







As chamas tomam vulto,



Os jovens fogem correndo.



O socorro foi inútil,



O índio acaba morrendo.







Tutelado pelo Estado,



Galdino não escapou.



Morrera queimado



Nas barbas do tutor.







Presos posteriormente,



Os jovens confessaram.



Era uma brincadeira,



A morte, não esperavam.







Pensavam ser um mendigo,



Vagabundo, desocupado



Que, dormindo ao relento,



Merecia ser queimado.





Não pensavam ser um índio



Tutelado pelo Estado



Que problemas lhes trariam



- Um crime qualificado!





Quatro anos se passaram



Desde o acontecido.



Da cadeia, escaparam,



Galdino fora esquecido.









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