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Poesias-->Extremos -- 19/08/2011 - 01:23 (MARIA CRISTINA DOBAL CAMPIGLIA) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos


Extremos



Penduro-me entre o lado econômico

e meu lado devastador.

Arrisco todo o conhecido

e guardo-me por via das dúvidas.



Entre um extremo e outro

vale a pena andar no fio da navalha

mas ao ter que decidir

muitas vezes

fecho os olhos e perco os sentidos.



Aguardaria um século

do tempo que não tenho

se o final valesse a pena-

ou se assim o vislumbrasse



Mas não tenho paciência em aceitar

um minuto perdido por perder

Quero vê-lo perdido

por valer.



É seguir as convenções

em função da sanidade.

Mas o pior é se ver seguido

pelas insanidades convencionais.

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