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Poesias-->PERCURSO -- 27/05/2011 - 00:00 (MARIA CRISTINA DOBAL CAMPIGLIA) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

 

 





Percurso

Porque não há trilho
moldura
ou espartilho:
deixe a cintura
o corpo
a semana.
Pare de medir entre segunda
e domingo
vamos para a feira
sem carteira.

Vamos à bagunça
daquele que grita
e quem sabe agita
momento incerto.

Você não entende
que não sou linear: pulo como grilo
sem grilo ou trilho
e saio da raia
e faço é cantar.

Chorar?
Também choro –você que o diga-
mas nada de pontos
(talvez reticências )
de pontos finais.

Você não compreende
esta deforme - forma
que é
meu amar

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