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Poesias-->Alarde -- 24/05/2011 - 23:03 (MARIA CRISTINA DOBAL CAMPIGLIA) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos


ALARDE



Não sei como juntar

num mundo tão programado

arestas desajeitadas

frestas, brechas

pecados:

todas as partes que sobram

do meu ser nada amestrado

que se nega com fervor

a ficar domesticado



Gosto do alarde espontâneo

fora de tempo e jogado

que faz barulho no peito

quando percorro teus lados.



Não sei de nada certeiro

de futuro

ou legados.

Sou como um barco que segue

a luz da lua

encantado


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