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Contos-->Nininho... e... O machão -- 22/10/2009 - 10:19 (Antonio Accacio Talli) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Nininho
Carlos Claudinei Talli

A minha sala de consultas no INSS era pequena e dividida por um biombo de tecido fino e opaco.

De um lado, uma pequena mesa e três cadeiras – para o Doutor, a paciente e o acompanhante. Do outro, uma mesa ginecológica para exame.

Num determinado dia, entrou no consultório uma senhora muito gorda acompanhada pelo seu marido – Nininho –, alto e magro.

Após a anamnese, a paciente foi examinada e, auxiliada pela enfermeira, começou a vestir-se.

Estávamos, eu e o marido, conversando, quando a mulher gorda e imensa atravessa o biombo como um meteorito, bate na mesa e cai no chão gritando:
“Nininho, Nininho, me acuda”.

Acontece que a senhora, ao colocar a calça, enroscara o pé na própria e perdera o equilíbrio. A calça era enorme, feita de saco de açúcar, carimbada com o número da usina.

Ao bater na mesa, quebrou-me um dedo. Eu, com uma dor insuportável, Nininho e a enfermeira, com extrema dificuldade, levamos alguns minutos para levantá-la.

Ela continuava gritando:
“Nininho, cadê minha calça?”.

Após uma intensa e demorada procura, a calça foi encontrada embaixo de um armário que se encontrava ao lado da mesa.

Confesso que foi uma consulta acidentada.



O machão
Carlos Claudinei Talli

Numa primeira consulta, entra na sala uma senhora de 40 anos, acompanhada do marido.

O esposo, dono de um sítio, homem de 1,90 metro, forte e queimado pelo sol, é habituado a trabalhos pesados e a domar cavalos bravios. Trajado de uma maneira rústica, chapéu de boiadeiro, botas longas, mostrava um cinto largo com uma fivela onde uma cabeça de boi sobressaía. A paciente, gorda, diabética e hipertensa, diz que o motivo principal da consulta era a possibilidade de submeter-se a uma cirurgia de esterilização. Após examiná-la, fiz ver a eles que uma cirurgia nas condições em que a paciente se encontrava seria de alto risco.

Dirigindo-me ao marido, que acompanhava com desconfiança a conversa, falei:
“Sua esposa, pelo estado clínico precário, não tem condições de cirurgia. Portanto, o mais indicado seria o senhor submeter-se a uma operação. A cirurgia é simples e realizada no consultório com anestesia local. É só abrir o saco escrotal e ligar dois pequenos canais. O que o senhor acha?”.

O matuto, com os olhos esbugalhados e aterrorizado, falou curto e grosso:
“Tá loco! Cortar o saco? Comigo não, Dotor! Sartei de banda!”.

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