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Crônicas-->CONTINÊNCIA COM O CHAPÉU ALHEIO -- 06/05/2006 - 19:25 (Domingos Oliveira Medeiros) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
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BATENDO CONTINÊNCIA COM O CHAPÉU ALHEIO
(Por Domingos Oliveira Medeiros)

Nosso presidente continua com a mania de prestar continência (favores) com o chapéu alheio. Dispensando dívidas, doando helicópteros e, ultimamente, apoiando decisão da Bolívia que, a bem da verdade, não fez outra coisa senão quebrar, de forma unilateral, contrato acordado com o Brasil, prejudicando, sobremaneira, nossos interesses. Dizer que a Bolívia agiu acertadamente, ao defender seus próprios interesses, é distorcer os fatos e subestimar a inteligência do povo brasileiro. A questão não é o acerto ou erro da medida. A questão é a forma como a Bolívia se valeu para atingir tal desiderato: percorreu o caminho errado; não se valeu, como devia, da prévia e necessária negociação entre as partes, pela via democrática da diplomacia. Usou de autoritarismo. E, apesar disso, nosso presidente, de forma inusitada, saiu em defesa do infrator. Colocou a ideologia e interesses outros acima dos interesses da Nação que preside. Sem atentar para as regras de mercado, onde as amizades devem ficar à parte. Dizer que “se houver aumento a Petrobrás arcará com o prejuízo” é , no mínimo, desconhecer as regras básicas de economia de mercado. A hipótese aventada, de a Petrobrás não repassar os prováveis aumentos no preço do gás, ao contrário, não resultará em benefícios para os consumidores. Ao contrário, haverá, sim, distorção e desarranjo em toda a cadeia produtiva. Aumentos na gasolina e no álcool, por exemplo, redundarão no aumento da demanda em relação ao gás, o que ensejará a necessidade de diminuir a oferta do produto e, quiçá, a necessidade de maiores aumentos da gasolina e similares. As conseqüências são imprevisíveis. E o maior mandatário do país não tem o direito de continuar improvisando soluções, tapando buracos e apagando incêndio, apunhalando o povo pelas costas.

A prioridade, tudo indica, parece ser a perpetuação no poder. Para fazer o quê? Ninguém sabe. Acho que nem ele próprio, pois, de forma dúbia, tem dito que precisaria de mais um mandato para “terminar o que precisa ser feito”. Afinal , o que precisaria ser feito? Quase tudo, iniciando pela necessidade de voltar-se para os interesses nacionais. Olhar para dentro de casa. Para o nosso quintal. Para a nossa gente. Diminuir gastos e aumentar a produtividade. Governar, sem retóricas e malabarismos. A começar pela redução da máquina administrativa. Convenhamos, cerca de trinta ministérios atenta contra os princípios elementares da Cência da Administração. A metade já seria de bom tamanho. Vinte mil cargos comissionados, da mesma forma, impossibilita que se empreste maior eficiência e eficácia ao gerenciamento da máquina pública. Talvez um quarto deste total seria mais do que suficiente. Imperativo eliminar as contratações de pessoal sem observância da prévia habilitação em concurso público. Começando pela substituição, URGENTE, do exército de terceirizados, que burlam o sistema do mérito e dificultam a adoção de políticas remuneratórias melhor adequadas e mais justas. A argumentação de que tal substituição deva ser lenta e gradual, para não causar solução de continuidade à Administração é falsa. As atividades desenvolvidas pelos terceirizados não têm elevado grau de complexidade e não estão isentas de serem absorvidas, rapidamente, por servidores aprovados em concursos públicos, após a adoção de programas de qualificação, desenvolvimento e aperfeiçoamento de pessoal. A sistemática da terceirização, do ponto de vista da política de recursos humanos, só faz sentido em relação ao pessoal cujas atividades são de cunho meramente operacional,não típicas do Estado, como, por exemplo, vigilância, portaria, limpeza e conservação.

Chega de conversa fiada! Afinal, o Brasil é de todos os brasileiros.
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