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Poesias-->Havia -- 15/12/2010 - 20:39 (MARIA CRISTINA DOBAL CAMPIGLIA) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
HAVIA



Havia lâmpada e sono

e um quase ardor

quase beijo:

assim sem mais te pensava

e destilava

sem tempo.



As franjas quietas das horas

uma demora

um espaço:

não religava a tomada

que pensa o tempo e a vida

apenas sim

te sentia

como uma parte que falta.



Então caí no apetrecho

de uma cortina do quarto:

meio do nada e sem brilho

notei o pano concreto.

Pensei comigo: que coisa!

Como é possível viajar

quando se tem o desejo!

Caí de novo no tempo

sem teu olhar

ou teu beijo...

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