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Contos-->Gafes! -- 18/08/2009 - 15:30 (Antonio Accacio Talli) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Gafes
Antonio Accacio Talli


Primeira gafe: Missa diferente

É comum cometermos indiscrições involuntárias e, no meu caso, como todo ser humano, também as cometi e ficaram marcadas.

Católico não-fervoroso, na juventude estudei em colégio interno dirigido por padres. Nessa época, assistia a missas todos os dias, sendo elas rezadas em latim, o padre de frente para o altar e de costas para o público.

Depois de muitos anos sem assistir a missas, fui convidado pela família para comparecer a uma delas numa data especial. Notei desde o início uma grande transformação no ritual – o padre rezava em português e de frente para o público. Num determinado momento, eis que duas moças que estavam na minha frente olham para mim e, com um sorriso nos lábios, cumprimentam com as mãos estendidas em minha direção. Surpreso, pensei:
“Devem ser filhas de alguma cliente e me reconheceram”.

Imediatamente retribuí a saudação e, abraçando-as com entusiasmo, perguntei:
“Tudo bem? Seus pais estão bem de saúde? A sua mãe precisa aparecer lá no consultório. Recomendações a eles”.

Somente após olhar e notar que todas as outras pessoas também estavam se cumprimentando, tive certeza de ter cometido uma gafe incrível.


Segunda gafe: Missa de sétimo dia

Depois de um certo tempo, faleceu um parente e, como não pude ir ao enterro, compareci à missa de sétimo dia.

Preocupado com as inovações introduzidas pela Igreja, e não querendo repetir uma segunda mancada, perguntei a um irmão que estava junto:
“Nessa missa também tem aquele negócio de cumprimentos?”.

Ele, acalmando-me, respondeu:
“Fique tranqüilo que essa é de sétimo dia e por isso não haverá cumprimentos”.

Despreocupado, estava sentado no banco quando um amigo, com o qual eu não tinha relacionamento havia muito tempo, surge no corredor central da igreja, ao me ver dá um sorriso e vai sentar-se várias fileiras à minha frente. Após alguns minutos, ele abandona o seu banco e vem sentar-se ao meu lado. Aí, iniciamos uma conversa alegre, porém rápida, para não atrapalhar o andamento da missa. Em seguida ficamos em silêncio.

De repente, ele vira-se para mim e estende a mão direita. Surpreso, eu pergunto-lhe:
“Ué, você já vai embora? É cedo ainda”.

Ele começou a rir e percebi mais uma vez que todos estavam se cumprimentando. Novamente eu tinha cometido a mesma gafe da vez anterior.

Dessa vez o culpado foi o meu irmão.

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