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Contos-->A médica pavio curto! -- 31/07/2009 - 11:43 (Antonio Accacio Talli) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
A médica pavio curto
Antonio Accacio Talli

Doutora Sandra, colega do dia-a-dia no ambiente hospitalar, boa amiga graças a Deus, é um exemplo de honestidade, responsabilidade e competência em sua profissão.

Considerada uma profissional educada e bondosa no trato com seus colegas e pacientes, tem, no entanto, um pequeno defeito: pavio curto.

Não leva desaforos para casa nem tem medo de cara feia.

Altura mediana, não sai dos 39 anos (há pelo menos uns 10 anos) e transforma-se em uma fera quando em defesa de seus direitos.

Relatarei alguns casos (os mais simples e menos traumáticos) em que ela foi a protagonista.

1 – Num belo dia, ainda estudante de Medicina, residindo em uma bela e grande cidade do interior de Minas Gerais, Sandra é surpreendida ao ver um grande caminhão carregado de bois estacionado em frente à garagem de sua casa, impedindo, portanto, a entrada ou saída de veículos. Ao volante estava o motorista com um enorme chapéu de boiadeiro, descansando.

Sandra vai até o homenzarrão e, educadamente, pede que saia da frente da garagem, pois seu pai necessitava sair com o carro.

A resposta é curta e grossa: “A sombra está boa e não saio nem a pau, e ainda digo mais, não tem macho pra me tirar daqui”. Calmamente, Sandra entra em sua casa e, após alguns segundos, volta com uma cartucheira de dois canos e, a uma distância de cinco metros, dispara um tiro que passa raspando a cabeça do valentão, perfurando a parte alta do seu chapéu. O boiadeiro desapareceu como num passe de mágica e só parou o caminhão quando o motor fundiu.

2 – Já formada, casada e com duas filhas pequenas, Sandra vai passar as férias na casa de seus pais em Minas.

Na casa vizinha morava a família do juiz de direito da cidade, com filhos adolescentes e acostumados a fazer festas e reuniões com música ao vivo ou com discos, em alto som, varando as madrugadas.

Na 1a noite, as crianças não conseguem dormir com o barulho infernal.

Na 2a noite, Dra. Sandra, que tinha se contido durante toda a noite anterior, resolve, lá pelas 23 horas, ir até a casa vizinha e pedir, delicadamente, para a esposa do juiz abaixar a altura do som. Ela promete resolver o problema.

Após ½ hora e nada de diminuir a folia, Sandra novamente vai até a casa da vizinha, toca a campainha, a porta abre-se e surge a esposa do juiz, toda sorridente.

Foi um soco só e, em conseqüência, um nariz quebrado e sangrando muito.
Até as 2 horas da madrugada o movimento e a confusão na delegacia de polícia reinavam, com ameaças de processo e prisão por parte do juiz, e de novas agressões da “doutora”. Foi difícil acalmá-la.

A esposa do juiz, hospitalizada, foi submetida a uma cirurgia plástica.

Foi uma noite terrível.

3 – A Dra. Sandra aguarda na calçada em frente ao Pronto-Socorro, nos fundos do hospital, a chegada do esposo que viria buscá-la de carro.
Chovia a cântaros e de repente surge um carro de praça em alta velocidade que, passando por uma enorme poça d’água, molha e enlameia a doutora que estava impecavelmente vestida de branco. Revoltada e já queimando óleo 60, Dra. Sandra soube que o motorista fazia ponto na praça em frente ao hospital. Transtornada, percorreu o interior do hospital, desceu a escadaria da frente, atravessou o pátio e foi direto para o ponto de táxi.

Em segundos, descobriu o taxista culpado e, possessa, partiu para cima dando-lhe violenta surra, com socos, bolsadas e mordidas.

O taxista só não apanhou mais porque foi socorrido pelos colegas que, ao tentarem apartar a briga, levaram também alguns tabefes.

4 – Tarde quente, a Dra. Sandra sai do hospital e dirige-se para o estacionamento.

No trajeto é assaltada por um pivete de uns 17 anos que arranca a sua corrente de ouro do pescoço e sai correndo. Foi a sua pior viagem. Ele nunca poderia imaginar que aquela pacata senhora era a Dra. Sandra, e, para azar do marginal, ela estava na fase pré-menstrual. Alucinada, sai correndo em desabalada carreira, alcança o dito-cujo, dá-lhe um golpe baixo e em seguida derruba-o, deixando o infeliz estatelado no chão e gemendo de dor.

Após reaver a sua corrente e espancá-lo um pouco mais, chamou a polícia.

A promissora carreira do assaltante foi truncada pela tranqüila doutora.
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