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Contos-->Dôr de dente e... O desmaio! -- 29/04/2009 - 12:54 (Antonio Accacio Talli) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
DOR DE DENTE
Antonio Accacio Talli

Em uma clínica médico-odontológica trabalhavam o médico André e o Dr. Joaquim, odontologista que iniciava a sua promissora carreira.

Dr. André, clínico-geral, brincalhão, era gozador por natureza.

Dr. Joaquim, sério e preocupado em aumentar a sua clínica, trabalhava muito e com uma dedicação exemplar.

A grande sala de espera era separada dos consultórios por uma porta de madeira.

Numa tarde quente, estava a referida sala lotada de pacientes, sendo a maioria de clientes do Dr. Joaquim, cada um aguardando com ansiedade a sua vez.

Dr. André atende seu último cliente, fecha-se no consultório e prepara uma brincadeira para o seu querido amigo e sócio. Começa a gritar desesperadamente:
“Ai, ai, ai... Ui, ui, ui... você está me matando... me solta, pelo amor de Deus... você tirou o dente errado... seu estúpido... você quebrou o meu maxilar... vou te processar”.

Os pacientes na sala, estupefatos e aterrorizados, percebem uma porta se abrindo e o Dr. André aparece tentando tranqüilizá-los:
“Calma, o doutor Joaquim não está num bom dia. Hoje ele está com a macaca”.

Em segundos, a sala esvazia-se e tem gente que até hoje, decorridos três meses, não foi buscar o seu paletó.

Não sabemos por que o Dr. Joaquim acabou com a sociedade e mudou-se da cidade.

O Dr. André arrependeu-se amargamente da ingênua brincadeira, mas já era tarde demais. Dr. Joaquim, por sua vez, continua com o paradeiro ignorado.


O DESMAIO
Antonio Accacio Talli

Numa outra oportunidade, Dr. André vai a um restaurante jantar com sua esposa. Ele estava tomando anorexígeno para emagrecer e, após tomar alguns aperitivos, começa a comer um prato leve – bobó de camarão com bastante pimenta. Não chega a comer duas garfadas, começa a passar mal e, levantando-se, vai sozinho para o banheiro.

Preocupada com a demora do marido, a esposa pede a um colega que estava na mesa vizinha para ver o que estava acontecendo.

O Doutor entra no banheiro e encontra André caído e desmaiado. Apavorado e certo de que se tratava de um infarto, corre para o telefone e entra em contato com o ProntoSocorro, pedindo uma ambulância com urgência. No restaurante repleto, com uma numerosa fila de espera, o ambiente era calmo, alegre e agradável; porém, eis que de repente essa calmaria se transforma.

A ambulância, com a sirene aberta, estaciona na frente do restaurante e o médico plantonista, acompanhado por dois enfermeiros, adentra o recinto carregando uma maca. Após aproximadamente cinco minutos, sai Dr. André carregado na maca, e o cortejo atravessa todo o restaurante sob os olhares atônitos dos fregueses e garçons. Nessa altura, o dono do restaurante, com os cabelos em pé, não acredita no que vê.

O comentário começa a correr de mesa em mesa: “Foi o camarão!”.

Rapidamente, o restaurante se esvazia como por encanto. Dentro da ambulância, Dr. André, certo de ter aprontado mais uma das suas, com um sorriso maroto, fala para o plantonista:
“Caro colega, fique tranqüilo, foi apenas uma brincadeirinha que eu fiz com o dono do restaurante, meu grande amigo”.


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