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Poesias-->Cacos -- 14/07/2010 - 23:07 (MARIA CRISTINA DOBAL CAMPIGLIA) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Cacos



Parece que assusta

o ausente mapa sem linhas

e a falta de plano.

No fundo

planeja-se sempre

o ausente.

Sem escritas intenções

apenas cerebrais

circunvoluções.



Nos pendurados neurônios

do nosso dentro.



E como dizem todos que fica insano

não fazer planos

planos são feitos

só para ter.



E como sinto que é puro engano

isso de insano

-eu que já sou-

não faço mesmo qualquer rejunte:

deixo meus cacos ao sol secando.

Se chove;

molham.

Se venta

caem.

E sou com eles mesmo partida

numa aventura cheia de vida:

com sol à noite

e lua de dia...

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