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Poesias-->Caso -- 20/06/2010 - 12:40 (MARIA CRISTINA DOBAL CAMPIGLIA) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos


Caso



Você pode achar que não houve

apenas eu

tive e fiz.

Ou mesmo assim

sem ter tido

azucrinei madrugadas

para mim mesma

com teu perfume.



Provável; dier,

provável é.



Vamos de novo aos quintais

perguntar tudo a esta vida:

o que é real

e o que é nunca?

O que é que é mesmo

a mentira?



O teu perfume de areia

ainda está:

eterna estréia.

Mas não troféu

treco morto.

Porque alinhavo e permito

todas as marcas que touco

e elas se ajeitam e gostam

de perdurar

como encostos...

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