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Poesias-->Estás -- 16/05/2010 - 19:25 (MARIA CRISTINA DOBAL CAMPIGLIA) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
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Ao abrir a porta

te vejo ao fundo.

Sustentas um ar de “talvez”

misturado ao de livres gaivotas

e eu,

meio solta, meio louca;

revido a vontade de correr

para não sofrer

e me digo:

“gostaria muito de beijar-lhe a boca”.



Gostaria?

Seria como andar no ar

pendurada na corda bamba

sem qualquer gancho de segurança

e se eu olhasse para baixo, lá estaria o chão.



Seria ter que saber que sei

e dizer que sabes o que sinto

tipo: tomar absinto;

porém sem quarto

para ficar ou ainda pior:

sem salão

para dançar.

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