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Poesias-->Na garganta -- 03/04/2010 - 21:34 (MARIA CRISTINA DOBAL CAMPIGLIA) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos


Na garganta.



Talvez eu quebre a coerência

sem dizer nada

ou no grito

subindo a escada.

Dos dias, das noites

de qualquer espaço.



Para dizer que estou cheia

ou quase louca

de tanta norma, de tanta louça

de ritmo útil

e horários fúteis

jornais e asneiras

e faz de conta.



Eu quero a híbrida

madrugada

com voz de amantes

sem dizer nada.

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