Usina de Letras
Usina de Letras
                    
Usina de Letras
190 usuários online

 

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 58147 )
Cartas ( 21211)
Contos (12856)
Cordel (10239)
Crônicas (22090)
Discursos (3147)
Ensaios - (9227)
Erótico (13452)
Frases (45299)
Humor (18938)
Infantil (4161)
Infanto Juvenil (3234)
Letras de Música (5506)
Peça de Teatro (1328)
Poesias (138718)
Redação (2995)
Roteiro de Filme ou Novela (1058)
Teses / Monologos (2417)
Textos Jurídicos (1934)
Textos Religiosos/Sermões (5252)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Poesias-->Foto e grafia -- 31/01/2010 - 22:21 (MARIA CRISTINA DOBAL CAMPIGLIA) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos


Foto e grafia



Às vezes cansa minha janela

por ter as luzes de toda noite

e nenhum deboche,

e fica muda

quando a cutuco

para ver algo

que fuja aos ritos

normais apitos

da burguesia.



Às vezes canso quando sem ela

converso pouco e escuto muito

também me cansa se falo muito

se não a tenho, se não

a abro.



Preciso disso : de espaço morto.



De espaço morto de comentários

prefiro escuros e sons de carros

quando ela deixa

e enfim eu abro.



Destilo o dia com suas foices

e visto os olhos e fico fria:

janela muda

foto e grafia.

Não tenho lagos cheios de patos :

minha janela

é curta e fria.



Por isso sabe do meu cansaço:

do cruel barulho de vozes tolas

e dos absurdos quentes humanos.



Então retorno e a faço minha:

come meus olhos, janela viva!









Comentários

O que você achou deste texto?        Nome:     Mail:    

Comente: 
Perfil do Autor Seguidores: 2Exibido 217 vezesFale com o autor