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Poesias-->Imóvel -- 17/12/2009 - 22:39 (MARIA CRISTINA DOBAL CAMPIGLIA) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Imóvel



Meu velho par de tênis

e a brisa,

a pressa.



A esquina que se oculta,

a rua,

as coisas nuas (minhas, tuas).

O tempo varre as peles

cansa os genes

-vai com tudo

e nunca –nunca-

retrocede...



E eu te guardo

num botão quase amarrado

como um fado.

Te detenho entre meus dedos

feito arte que embebeda

como pétala num livro

te eternizo –inutilmente-

e em desejo,

te embalsamo.

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