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Artigos-->Lembrar é preciso - 6 -- 16/04/2001 - 12:56 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
História do Brasil ou Mitologia do Brasil: o que você prefere que lhe contem?



Mitologia do Brasil você lê diariamente nos jornais, assiste na TV Lumumba (Cultura), pode consultar até nos livros didáticos distribuídos às nossas escolas. São as histórias "recontadas" pela esquerda, mitificando facínoras como Prestes, Lamarca e outros menos votados. A verdadeira História do Brasil, hoje, você não consegue aprender nem na escola, pois tudo ultimamente virou mito. Está passando da hora de chamarmos de volta os brasilianistas de outrora, para que nos contem apenas a verdade.



A seguir, um pouco de História do Brasil (e de Cuba), texto extraído de TERNUMA, um diálogo franco de pai com filho.



Mais do que sempre, lembrar é preciso.

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"Diálogo Pai x Filho



Meu filho já não tem mais as dúvidas da infância e da adolescência. É adulto. Mas, no momento está cheio de incertezas provocadas pelo que ouve dos mais velhos e o que ouve e lê na imprensa.



- Pai, em que ano o Fidel Castro tomou o poder em Cuba?



- Em 1959.



- Tudo isso? Mais de 40 anos? O cara então é "fera" mesmo, e deve ter sido eleito e reeleito um montão de vezes, não é?



- Nada disso, filho. Lá não há eleições.



- Não tem eleições? E a oposição e os partidos políticos, não "chiam"?



- Deixa de ser ingênuo. As oposições ao Fidel, ou morreram, ou estão ainda nas prisões, ou exiladas. Só em Miami há mais de 300 mil cubanos exilados. E partidos políticos, lá, não existem.



- Bem, mas, pelo menos, dizem que ele se libertou do domínio econômico dos Estados Unidos e fez Cuba um país soberano.



- Nem tanto, filho. Saiu do domínio dos Estados Unidos mas ficou sob absoluto controle militar e político-ideológico da União Soviética. Além disso introduziu naquele país católico o regime comunista. E para isso Fidel teve que eliminar muitos compatriotas. Você já ouviu falar no "paredón"?



- Não li nada na nossa imprensa mas já ouvi alguma coisa. Dê-me detalhes.



- No "paredón" eram fuzilados os cubanos que pertenciam ao governo deposto ou eram seus simpatizantes. Uns 17 mil cubanos foram ali fuzilados.



- Mas naturalmente foram sentenciados a esse fim após os competentes processos e decisões judiciais, não foi?



- Negativo. Os julgamentos eram sumários, feitos por tribunais revolucionários.



- Posso concluir então que o "distinto" está no poder há mais de 40 anos, matou, prendeu e exilou milhares de compatriotas, calou a voz da oposição, não concede liberdade à imprensa e transformou aquele país que era católico num país comunista. É isso mesmo? Incrível! Mas, e a nossa imprensa, e os partidos políticos, que tanto falam em democracia, em retidão de conduta e tanto combatem e execram as ditaduras, não botam a "boca no trombone"?



- Ao contrário filho. Por incrível que pareça a imprensa aqui o chama de Presidente e lhe dá os maiores espaços nos jornais. E os partidos políticos, principalmente os da oposição, que são da esquerda, colocam-no nas nuvens como um ídolo. As "esquerdas festivas" também, principalmente os grandes cantores e compositores deste país.



- É inacreditável, pai. Difícil de entender. Outra coisa: noto que com o outro, que foi ditador, o Pinochet, a imprensa e essa mesma turma "sentam o sarrafo". Porque essa diferença de tratamento?



- É preciso entender que não há coerência nas esquerdas. Mas há muito rancor. Além disso o Pinochet é militar e lá no Chile ele destruiu as esquerdas e evitou a comunização do país. Se ele vier ao Brasil a imprensa o devora.



- Acho, então, que a nossa imprensa, embora livre, não está sendo justa e imparcial. Acho isso até perigoso, pois os jovens como eu só ficam sabendo o que os jornais e TV dizem. Eu, felizmente, posso dialogar contigo. E os outros? Mas, pai, será que essa "linha" seguida hoje pela imprensa não tem relação com o que ela chama de "golpe militar de 1964”, "anos de chumbo", “dias negros da ditadura", "entulho autoritário", etc.? Fale-me sobre isso.



- Prometo que falo. Mas no próximo diálogo. Isto, é claro se a imprensa publicar o nosso "papo" de hoje.



- Você me perguntou sobre o "golpe militar" de março de 1964. Inicialmente devo te afirmar que hoje é que a imprensa usa esse termo. Na época, em 1964, todos os jornais falavam em Revolução. E devolvo a pergunta para você, filho: Como você imagina, em tese e em síntese, o que foi o "golpe militar" de 1964?



- Bem, eu imagino que tudo estava bem, "numa boa", e que os militares, com fome de poder, sem o apoio popular, mas com a força, assumiram o governo.



- Realmente a palavra leva a este entendimento. Mas não foi nada disto. A situação do país era caótica em todos os aspectos. E a sociedade, em peso, clamava e exigia a intervenção das Forças Armadas para dar um basta naquela situação e evitar a comunização do país, que estava próxima. Consulte todos os jornais da época.



- E "rolou" muito sangue, pai?



- Nem uma gota filho. Nenhum morto.



- Aqui não funcionou o "paredón", para os inimigos?



- Os "inimigos" aqui foram demitidos do serviço público, ou tiveram cassados os seus direitos políticos, ou exilados para o exterior.



- A Justiça funcionou durante aquele período?



- Em todas as instâncias.



- E os Presidentes, como eram eleitos?



- Todos eles, cinco, foram eleitos pelo Congresso.



- E os partidos políticos acabaram?



- Os mais de 10 existentes, foram transformados em apenas dois: um de apoio ao governo, Aliança de Renovação Nacional (ARENA) e outro de oposição, Movimento Democrático Brasileiro (MDB).



- E os ministérios, eram todos chefiados por militares?



- Não. Se não me falha a memória, creio que entre 50% a 60% dos ministérios eram civis. Adianto a você, filho, que durante os 21 anos de governos militares, os 3 Poderes da República estiveram funcionando. E todos os governos presididos por militares foram reconhecidos por todos os países do mundo ocidental.



- Pai, não se zangue comigo mas acho que essa sua Revolução foi "careta". Pode não ter sido "beleza pura" mas foi "moleza pura". Pelo que leio nos jornais vocês nada fizeram de bom pelo nosso país. Fale sinceramente.



- Como eu posso parecer suspeito e para não me alongar, vou te responder mostrando um editorial escrito em 07/10/84 pelo grande jornalista Dr. Roberto Marinho, intitulado "JULGAMENTO DA REVOLUÇÃO". Esse editorial, diz tudo mas, é claro, hoje jamais é mencionado.



- O que você acha que foi o pior erro de vocês?



- A censura.



- Li outro dia que a volta à democracia foi feita "pelos que tombaram na luta contra a ditadura”. É verdade?



- Não é verdade. O Presidente Geisel, embora com todo o poder nas mãos, extinguiu todos os atos institucionais que regiam o país. E o seu sucessor, Presidente Figueiredo, dando continuidade ao processo de democratização, criou os atuais partidos políticos, extinguiu a censura, retornou à eleição direta para governadores e promulgou a lei de anistia, ampla, geral e irrestrita.



- Houve tortura?



- Houve. Não como doutrina ou diretriz do governo, mas isoladamente. Para você ter uma idéia, um brilhante e conceituado General-de-Exército foi exonerado sumariamente do comando porque um preso político morreu em circunstâncias misteriosas numa cela do DOI/CODI da sua área.



- Pai, e já que você falou em DOI/CODI, o que era isso?



- Posso te responder no próximo capítulo? Somente em 1970/1971 foram criados as ZDI (Zona de Defesa Interna, os CONDI (Conselhos de Defesa Interna) e os DOI (Destacamento de Operações Internas). Só começamos a ganhar a guerra contra o terrorismo após a criação dessas organizações, que se ligavam com os governos estaduais, e as outras Forças Armadas e utilizavam elementos das Polícias Civis e Militares dos Estados e dos Corpos de Bombeiros. Do Exército, ao todo, eram apenas mais ou menos 400 homens.



- E o restante, o que fazia?



- O Exército manteve-se sempre nos quartéis, desempenhando as suas atividades normais, da mesma forma de antes e de agora.



- Eu nunca li nada sobre as ações dessas organizações terroristas. Fala-me alguma coisa sobre elas.



- Eram mais de 10, todas clandestinas, é claro. Praticavam quase que diariamente, assaltos a bancos, empresas, supermercados, hospitais, lojas de comércio, etc., lançamento de bombas, incêndios em viaturas, seqüestros e assassinatos e outras ações insanas. Se você olhar a lista do que fizeram neste país, vai ficar horrorizado. A imprensa omite esses barbarismos cometidos e ainda enaltecem os seus autores. Você nada leu nem lerá sobre esse assunto.



- Os integrantes dessas organizações eram todos comunistas?



- Nem todos. Os jovens, principalmente, que eram aliciados e recrutados para aquelas organizações, acreditavam que o objetivo era a derrubada da "ditadura". Mas, por trás desses jovens, estavam os profissionais, os "vermelhos", que, às centenas, iam se "aperfeiçoar" em Cuba. Se fossem democratas mesmo, porque iriam fazer cursos em Cuba? O objetivo de todas as organizações terroristas era a implantação do comunismo no Brasil.



- E o Lamarca, era mesmo o "tigrão" como diz a imprensa?



- Era Capitão do Exército. Desertou, roubou vasto armamento e munição do quartel onde servia, entrou para uma das organizações mais violentas das existentes, participou de assaltos, de seqüestros, matou e mandou matar. Foi morto em combate por tropa do Exército, a céu aberto. Hoje, de forma igual aos militares brasileiros que morreram nos campos de batalha da Itália, sua viúva recebe pensão militar de tenente-coronel. E ainda ganhou indenização de 150 mil reais!



- Incrível, pai. Simplesmente incrível.



- Mas não foi só ele não. Outros, além das polpudas indenizações, têm até nome em logradouros públicos da cidade.



- Pai, acho que estou mais esclarecido e mais confuso ainda. Se a imprensa contribui para a formação da opinião pública e, portanto, deve sempre estar ao lado da verdade, por que omite fatos verdadeiros da nossa história recente? Afinal, não foram vocês que atendendo ao clamor da sociedade impediram a comunização do país? Não foram vocês, "milicos", que trouxeram o país de volta à democracia? Por que tanto ódio, rancor e "sarrafo" em cima de vocês? Não foram vocês que promulgaram a Lei de Anistia para cicatrizar feridas e desarmar os espíritos?



- A verdade, filho, é que, embora o muro de Berlim tenha caído e a União Soviética se esfacelado, caindo de podre por si mesma, o comunismo como ideologia, principalmente, para os fanáticos e os de curta visão do mundo, não morreu. Aqui no Brasil, eles, que não conseguiram o Poder naquela época, em face da atuação das Forças Armadas, estão de volta, amparados, principalmente, pela Lei de Anistia. Estão nos três Poderes da República, nas Universidades, na imprensa, na Igreja, nas escolas. Tentam denegrir, deturpar valores e destruir, inclusive, a história da nossa pátria. Como diz um ex-terrorista, hoje no governo do Estado do Rio de Janeiro, em seu livro "Os Carbonários": "... apesar de derrotados na "guerra", conseguimos criar uma outra versão da história, nas obras literárias, memorialistas, audiovisual, CD-roon, na TV".



- Então, está tudo perdido?



- Não está. Primeiramente, eles não são maioria. São obstinados e usam de todos os meios para atingir seus objetivos, é verdade. Mas, além da grande maioria de nossa sociedade acreditar em Deus e nos valores morais e éticos que nos norteiam, temos ainda excelentes jornalistas, pensadores e educadores, corajosos e independentes que, mesmo com dificuldade, conseguem transmitir a verdade. Além disso, filho, apesar da campanha constante e insidiosa deles, somos a instituição de maior credibilidade junto ao povo brasileiro, em pesquisa realizada no ano passado pelo IBOPE (Imagine o ódio deles...) E, o que é muito importante, filho: continuaremos unidos, coesos e vigilantes!"



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(Extraído de TERNUMA: www.ternuma.com.br)



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