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Poesias-->FRIO -- 10/04/2009 - 00:22 (MARIA CRISTINA DOBAL CAMPIGLIA) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
FRIO



Dirijo alguns sentidos esquecidos

assim : como se fossem guarda-costas.

Mas sou eu que os guardo e perpetuo

por não poder zerar o teu murmúrio.

Tu calas e não vens, e não percebes

o quanto faço filmes com teus olhos.

Não vês o quanto tranco entre cristais

as poucas pinceladas que me cedes

tal qual o sol no inverno que é distante

o gelo –a quem provoca- não derrete!

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