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Poesias-->Feijão -- 12/03/2009 - 22:42 (Cristina Ancona Lopez) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
. Destampou a panela e colocou o rosto sobre o vapor. Se ficasse ali algum tempo será que as gotas de suor cairiam sobre a comida, la dentro? E as pessoas, perceberiam o gosto da sua pele entre os temperos? Que nojo!!! Afastou-se mais do que depressa.

Que maneira mais estranha de encher a cabeça para passar o tempo!

O ato de cozinhar tornara-se mecanico demais e subterfúgios como este eram necessários para que não enlouquecesse por completo.E se espirrasse um pouco de perfume dentro da comida, bem pouco, será que faria mal para as pessoas?

Sim, devia confessar que um pouco desnorteada, já estava. Como não estar, fazendo aquela mesma coisa todos os dias? Fazia, eles comiam, ela lavava; fazia de novo, eles comiam, ela lavava; no dia seguinte começava tudo de novo.

Não é que não gostasse de cozinhar,mas há muito não sentia prazer algum. Precisava de novidades. Fazer uma nova receita? De que adiantaria? Juca só comia arroz se acompanhado de feijão; Cibele não gostava de salada; Carlota só comia carbohidrato; ninguém gostava de peixe; macarrão só com molho de tomate; bife só muito bem passado; batata sempre....Tudo muito cansativo. Fora os temperos: sem salsinha para um, com muito louro para outro, nada de orégano, só uma pitada de pimenta, bem pouco...

O ato de cozinhar tornara-se tão morno, tão desprovido de elogios....

Foi então que teve a idéia. Modificaria as coisas. Queria ver se não reparariam. A cada dia não faria para um deles bem aquilo que repetidamente comia, dia após dia. Ficou contente! Começaria hoje. Isso!

Feliz começou a descascar batatas!

Hoje Juca, se quisesse arroz, teria de comê-lo sem o seu feijão.

12/02/2009

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