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Poesias-->UIVO -- 12/03/2009 - 22:40 (Cristina Ancona Lopez) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
. Uivava por qualquer coisa. Ficava bravo uivava, ficava triste uivava, raivoso, desanimado, uivava por tudo.

Ela achava engraçado. Não conseguia condoer-se de alguém que uiva. Estava acostumada com tristeza, com choro, com pessoas que tinham dó de si mesmas, mas não com uivos.

Conversou com ele, explicou, queria que ele entendesse que para ela, a linguagem dos uivos era incompreensível. Mas de nada adiantou. Os uivos continuaram. Alguns eram seguidos de acessos de silencio profundo em que nenhuma aproximação era considerada digna de atenção e, conseguisse uma conversa, era seguida de novos uivos.

Quando enfim voltava a calmaria ele parava de uivar e este sim era o ele que ela gostava. Porém, a qualquer momento, por quase nada, os uivos voltavam.

Ao primeiro uivo da ultima série, saiu de perto. Foi indo, foi indo e se foi. Até hoje quando se lembra acha engraçado. E ri. Mas chegar perto de novo, nem pensar!

Uivo não!

09/03/09

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