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cronicas-->Numa Praia Qualquer. -- 11/11/2000 - 15:51 (Roberto Passos do Amaral Pereira.) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Era verão. Acordei cedo, peguei minha barraca, minha cadeira, e após quarenta minutos de um engarrafamento infernal, estava onde pedira a Deus: na praia. Lá, veio a lembrança de um amigo quando descrevia seu apartamento. Segundo ele, seu imóvel era tão pequeno que no banheiro mal podia levantar a mão para pentear o cabelo, sem correr o risco de quebrar o vidro do box. Assim me sentia naquele momento. A praia estava lotada, e com muita dificuldade consegui um lugar para sentar. Iniciei então a leitura do jornal. Ao lado, crianças rolavam na areia parecendo "bife à milanesa".

Na minha frente, dois casais conversavam animadamente. Um deles falava com grande entusiasmo e orgulho de sua performance sexual. Parecia narrar uma partida de futebol, afinal de contas, torcida era o que não faltava.

De repente, senti um pingo gelado nas minhas costas. Seria chuva de verão? Estava enganado, era apenas um garotinho chupando um picolé.

Resolvi dar um mergulho. No caminho até o mar, fui driblando carrinhos de picolé, de churrasquinhos e coco. Quando cheguei estava exausto. A água estava gelada, suportei assim mesmo, para suavizar o calor e tirar o melado das minhas costas. Retornei para a minha cadeira, pedi uma peroá frita e uma cerveja estupidamente gelada.

Tudo corria bem até ser surpreendido por uma cólica abdominal terrível. Fui embora apressado para "curtir" o meu desconforto no aconchego do lar. Decidi permanecer em casa, no ar refrigerado, tomando soro oral e água de coco.
Praia mesmo, só no jornal de turismo.

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