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Poesias-->Existência -- 28/12/2008 - 04:06 (MARIA CRISTINA DOBAL CAMPIGLIA) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
EXISTÊNCIA



Meu ser pobre

nada tem de nobre.

Balança-se no prazer

das coisas bobas

e sabe apenas

apreciar um chá.



Gosta de voltar cansado

e deitar o corpo

sem falar.

Banho quente

pés descalços

roupa leve.



Gosta de dar as costas

à dor do Mundo

pelo menos uma vez

ao dia.



E depois sente-se mundo inteiro

existindo doloroso

como um ser qualquer!



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