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Poesias-->SÚPLICAS DE UM VAQUEIRO -- 15/08/2008 - 23:21 (benedito morais de carvalho(benê)) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Seu dotô,comprei fiado,

pois tava tudo apertado,

num tive outra saída,

trocava inté a vida,

e nunca o meu cavalo,

meu instrumento de trabaio,

tanjo gado,sou vaquêro

de alugué prá fazendêro.

Meu cavalo é o meu guia,

é o meu pão de cada dia,

juro pro nossa senhora,

que ignoro a tal penhora,

que inventaram pro meu alazão,

coisa boa deve ser não,

se for coisa de apartar,

do meu cavalo de montar,

do meu fié companhêro,

do único amor verdadêro,

será um crime,seu dotô.

Prum home só é muita dor,

é como tirar a visão,

apunhalar o coraçao,

quebrar as perna,alejar,

surrar,bater,castigar.

Tem coisa que não se aparta,

é como as letra da carta,

o chucaio do badalo,

e o vaquêro do cavalo.

Seu dotô,tô improrando,

veja os meus oios chorando,

pelas cinco chaga de Cristo.

Me ajoeio,apelo,insisto,

pros seus sentimento cristão,

não leve embora meu alazão.



Livro: REVERSO

Editora: CEPE (1993)



bene22@ig.com.br
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