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Contos-->COMO SURGIRAM A PUNHETA, O COITO COM ANIMAIS E A MENSTRUAÇÃO -- 17/07/2007 - 11:27 (HENRIQUE CESAR PINHEIRO) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
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Deus encontrava-se em seu reino, o termo paraíso ainda não tinha sido inventado, triste e solitário, por causa da famosa briga com Lúcifer, que se mudou de cuia e mala para o inferno. A solidão de Deus poderia ser comparada a uma segunda-feira do Chico Bracinho. Explico: Chico Bracinho, um amigo, assim chamado porque perdeu o braço quando criança por causa de um choque, toda vez que toma um porre, precipitadamente, despede Gonzaga, funcionário que há vinte e tantos anos trabalha para o Chico. Devido à intimidade parece até da família, e vivem numa briga constante.; ele com o patrão.



Pois bem, Chico, quando toma porre, tem por mania despedir o pobre funcionário. Na segunda-feira, à tarde ainda curtindo a ressaca, começa a sentir falta de Gonzaga, das brigas, dos xingamentos. Não agüentando a solidão sempre diz:



- Menino, vai ali e diz pra que filho-de-uma-égua vim trabalhar. Já estou com saudade do condenado! E o readmite.



Invariavelmente é o que acontece. Mais ou menos foi assim que aconteceu com Deus na criação de Adão. Deus como dito estava solitário e tristonho por conta da briga com Lúcifer, como não podia agir igual ao Chico, pois a Deus não é dado arrepender-se, começou a imaginar uma maneira de aliviar a solidão e a tristeza.



No céu, ainda não havia habitantes terrenos.; almas, nem santos existiam. Os habitantes celestes resumiam-se: a Deus, os arcanjos, os anjos e os querubins. Nesta ordem hierárquica. Já que muitos entendem, serem os querubins iguais aos anjos e também porque aqui não nos case discussão hierárquica, a ordem é essa, mesmo que possam surgir protestos contra a posição de cada um na bem querência divina. Depois com a criação das almas, e o surgimento dos santos, não se sabe se a ordem permaneceu assim, ou se houve alterações, mas isso também não nos interessa, pelo menos no momento.



Deus criou o mundo perfeito, entretanto pequena falha cometeu, embora não fosse possível, e isso até hoje religiões não admitem, mas o certo é que cometeu. Tanto cometeu que pediu aos auxiliares mais próximos - os poucos que restaram da confusão criada por Lúcifer.; os arcanjos, anjos hierarquicamente superiores.; os anjos, hierarquicamente inferiores, estes exaustos da luta contra Lúcifer, pois como é sabido, até no Céu quem briga é soldado.; e aos querubins que não se sabe o que faziam na ocasião, para guardarem segredos e não comentarem o fato. Ou seja, que criara animais de toda espécie, mas não um ser à sua semelhança, que depois de povoar a Terra, voltaria para o céu para viver na companhia de Deus, na forma de alma. Claro que os bons, contrários a Lúcifer.; os maus fariam companhia a ele no quinto dos infernos.



A solidão e a tristeza divina, ou divinas, não sei se ele sentia uma coisa e depois outra, ou se ambas ao mesmo tempo, mas está questão interpretativa e gramatical não teve influência na decisão, somente seu estado de espírito, pois Ele não havia ainda nem criado as línguas com seus por menores. O português com o uso do hífen, o francês com seus acentos, por exemplo. Por isso, o plural era de somenos importância na ocasião.



Mas voltando à questão solitário e tristonho, Ele resolveu acabar com sua solidão, porque sabia que depois de passada a ressaca da luta, também não poderia contar muito com a presença dos auxiliares.; uns no trabalho direto, pesado, de visitar a Terra e ver o andamento das obras divinas.; e outros na supervisão.



Postas tais questões, não havia, portanto, como, em certas ocasiões, Deus não se sentir solitário. Por conseguinte, somente a criação de um ser à sua imagem e à sua semelhança poderia solucionar o problema, pois como sabemos, os homens, ou melhor, suas almas e as almas dos santos, quando no céu, não estarão lá para trabalhar: o trabalho delas é aqui mesmo na Terra. No céu ficarão, sentados à direita de Deus Pai, contemplando, meditando e curtindo a obra Dele. Daí nasceu a estapafúrdia decisão de criar o homem.



Digo estapafúrdia, pois Deus arrependeu-se de ter criado o homem e conseqüentemente os demais animais e a própria terra, que nada tiveram a ver com o comportamento humano e assim disse no Gênesis (5.6.) 6.”O Senhor arrependeu-se de ter criado o homem na terra, e teve o coração ferido de íntima dor. 7.E disse: “exterminarei da superfície da terra o homem que criei, e com ele os animais, os répteis e as aves dos céus, porque eu me arrependo de os haver criado”.” Portanto, as considerações sobre erros divino são procedentes.



O leitor atento, se houver para este conto, como diria Machado de Assis, claro, já vai notar outra decisão de Deus para o futuro homem. Direita e esquerda. A primeira: boa, que define a posição guardada por Deus para os homens de bens.; a segunda, esquerda: ruim. Talvez a direção que se encontrava o inferno em relação a Deus no momento de Sua decisão. Portanto, essa decisão divina, pode também trazer outro erro. Se realmente o inferno estiver do lado esquerdo, significam duas coisas: uma que Deus não pode mudar nunca de lugar, ou seja, Seu trono ficará eternamente na mesma posição.; duas: ou, se no momento da decisão Ele não estivesse no trono e decidido de acordo com a localização de momento, quando Ele voltar para o trono, o inferno pode estar do lado esquerdo. Mas estas questões não são as que nos propusemos comentar aqui, portanto, serão deixadas de lado e quem sabe, futuramente, possam ser objeto de estudo.



Aqui, parece clara a superioridade de arcanjos, anjos e querubins sobre os santos. Ora, se aqueles foram criados antes, e com poderes para se deslocarem mundo afora a serviço de Deus, aonde eles bem quisessem, sem a necessidade de uma vida terrena num corpo pesado que não se movia com facilidade pelo espaço, e como não tinham ainda sido inventados aviões e foguetes, os seres celestes: arcanjos, anjos, querubins, portanto, podem ser considerado superiores, a despeito da santidade posterior de alguns homens.



Sabe-se que o caro leitor irá questionar tal hierarquia sob o argumento que o homem é superior, pois à imagem e à semelhança de Deus, ainda mais com a prerrogativa de não trabalhar mais quando no céu chegar. Mas, caso haja erro nesta hierarquia, vai assim mesmo, por não ser tratado Teológico, nem assunto principal do momento.



Decidida a criação do homem, surgiu mais um outro problema. Mais um erro divino, também não admitido e até hoje encoberto e que será o motivo principal de se escrever este conto.



Deus criou os animais: aves dos céus – como dito na Bíblia, peixes, répteis, batráquios, insetos, mamíferos, roedores, enfim tudo que havia sobre a Terra, sem necessidade, para locomoção, de uma máquina, ou de outra força motriz extra qualquer, pois força motriz extra somente anos depois o homem criou: a tração animal, a energia, claro que com auxílio de Deus, dizem os crentes. Para eles tudo que o homem cria, é por vontade divina. Nada na Terra se mexe se Deus não permitir, nem uma folha cai das árvores sem seu consentimento.



Todavia voltando às criações divinas, aquelas criadas antes do homem, foram aos casais, porém Deus nunca explicou, ou os evangelhos não dizem, como Ele fez. Criou. Já para o homem não.; há explicação no Antigo Testamento, ou melhor, suposição. Como Deus queria o homem à sua imagem e à sua semelhança, e Ele não tinha mulher, porque daria ao homem esta prerrogativa? Este luxo? Mas isso não foi discriminação para com os seres inferiores, apenas critério Divino, ou forma de compensar os demais animais, a quem não foi dada a graça de poder ler.; escrever, ter inteligência apurada, ter pés e mãos, mas patas que dificultam a execução de muitas tarefas.



Portanto, é cabível a exclusão de tais explicações, pois somente aos interessados interessava. Ao homem interessava e interessa saber de onde veio. De onde veio os demais animais é irrelevante, porque até existem homens que questionam a validade do ensino de História, Geografia, Biologia sob o argumento que isso não serve na vida prática. Inclusive, alguns questionam até mesmo o da Matemática, quanto mais, imagine, os Evangelhos perderem tempo dizendo de onde veio o resto dos animais terrestres e aquáticos, principalmente, como dito, por eles, animais, não saberem ler. Embora alguns homens, certamente, gostaria de saber o motivo desses critérios, mas outros nem a Bíblia lêem, quanto mais se ela tratasse do surgimento de animais.



Voltando, contundo, ao homem, ele foi feito só. Único. De barro. Depois, numa tarde ensolarada, quando Sua solidão havia se acentuado, resolveu dar uma volta no paraíso, e viu, diz-se viu, da mesma forma que os Evangelhos falam, mas acredita-se que Deus não viu, Deus já sabia. Veja que os Evangelhos erraram. A referência a viu, vem da passagem do Gênesis, As Origens, (1.3) que diz: “ No princípio, Deus criou os céus e a terra. A terra estava informe e vazia.; as trevas cobriam o abismo e o Espírito de Deus pairava sobre as águas. Deus disse: “Faça-se a luz!” E a luz foi feita. Deus viu que a luz era boa.” Portanto, daqui se pode tirar duas conclusões: Ou Deus errou, o que também não admitem as religiões.; ou quando Deus ditou a boa nova, o Evangelista não entendeu bem o que Ele ditou. Como se sabe, na Palestina antiga havia muitos povos, dialetos, língua diferentes, além disso, a Bíblia teve inúmeras traduções e Deus pode ter falado uma coisa e o Evangelista entendido outra e escrito:”... viu que a luz era boa”, em vez de como a luz era boa.



Em defesa de Deus, em todos esses por menores, temos a confusão de línguas, as traduções erradas, tendenciosas. O que poderia por fim à controvérsia, seria se encontra o rascunho da Bíblia, ou se as religiões souberem de seu paradeiro, submetê-lo à análise mais moderno de seus textos. Outra questão pela qual não se envereda neste momento, pois despropositada.



A criação do homem é que nos interessa, portanto, deixe-se a tergiversação de lado, e voltemos ao assunto quando se diz que Deus visitava o paraíso e contemplava sua obra, quando viu que criara o homem único, ou seja, sem companheira, enquanto aos demais animais dera a benção de ter outro ser de sexo diferente a seu lado, tanto para companhia, como para outras coisas mais. Enquanto o homem vivia solitário, Deus, com Ele, tinha a companhia de seus auxiliares. Companhia que não era constante, pois os auxiliares divinos tinham seus afazeres. Situação idêntica à do homem que era acompanhado por animais, mas que preocupados com a sobrevivência não davam conta da presença do homem, ou se dava, eram poucos carnívoros desejosos de uma janta fácil.



Porém vendo aquilo, e querendo compensar seu erro, Deus fez Adão adormecer e de Adão retirou uma costela, para criar sua companheira: Eva. Feito isso, lançou-os novamente no paraíso.



Entretanto, quando Deus fez isso, ou seja, dar à Adão uma mulher, já havia se passado muitos anos desde a criação do homem. E Adão ressentindo-se de não ter tido infância, adolescência, somente juventude.; ao que parece ele já nasceu com mais de vinte anos.; sendo um ser inteligente criado à imagem e à semelhança de Deus, apresentava alguns desvios sexuais.; influência de Lúcifer, que em momento algum deixou a Terra só, nem de dar palpites nas coisas terrenas, porquanto sobre as celestes perderá influência desde sua expulsão do céu. Porém, bem antes de Deus visitar a terra, sabendo ele, Lúcifer, da criação divina do homem à semelhança de Deus, sempre o tentava, numa forma de buscar vingança. Pra ele, se o homem era a imagem e a semelhança de Deus, tentado o homem, estava tentando indiretamente Deus, e o que conseguisse sobre o homem, seria vitória sobre Deus.



Numa dessas voltas à terra, Lúcifer em contato com Adão, bem antes daquela história da serpente, pois a mim parece que Deus não controlava muito a terra quanto às visitas satânicas, se assim fosse, Ele teria evitado a história da serpente. A não ser que tenha agido de má-fé, coisa não crível, pois se trata de Deus, e Deus é bom.; mal é o Diabo. Mas certo mesmo é que a terra foi relegada a plano secundário.; ao seu próprio destino. E a razão disso, pode ser devido à solidão divina, que causou a depressão já comentada, embora o termo tenha sido inventado recentemente, por psicólogos e psiquiatras, mas a doença é antiga e O deixou totalmente sem vontade de viajar, mesmo sendo a viagem à terra: coisa rapidíssima.



Aqui se tem outra incógnita. Será que Deus fez premedito ou foi descuido a história da serpente? Se foi descuido temos um problema: a onipresença divina.; senão, outro: maldade. Se Ele deixou seu semelhante ser tentado livremente, ou melhor, não o seu semelhante, mas a mulher dele e ainda por cima castigou o coitado, que comeu somente um pedaço do fruto proibido, e talvez nem o conhecesse bem.; que até podia ter sido disfarçado quando oferecido por Eva a Adão, e este como não conhecia o gosto.; jamais o comera antes, pode muito bem ter sido enganado e castigado indevidamente. Este procedimento era muito adotado outrora por nossos pais. Um filho errava, e todos pagavam o pato. Coisa de Deus, pois como dito antes, por um erro do homem, Deus arrependeu-se até de ter criado a terra e os outros animais. Mas isso deixa pra lá, depois pode-se comentar.



Mas quando em visitas ao paraíso, Lúcifer sempre bateu alegres papos com Adão, para se usar um termo mais em moda, e não cabe mais discutir se Deus sabia ou não, pois falamos acima. Numa dessas conversas, começou a mostrar a proliferação dos animais - olhe que o termo animal empregado para o homem, já é uma distorção deste, pois se assim for, como é a imagem e a semelhança de Deus, Este também é um animal.; e a solidão de Adão, o risco de morte que ele corria.; vivendo só. Não só isso, mostrou também a satisfação e a luta dos machos entre si para praticarem certos atos com as fêmeas, que depois de concretizado aos dois animais, principalmente, aos machos dava uma satisfação tão grande, que os deixava em êxtase.



Satisfação esta que criou expectativa em Adão. Por ser bom observador, ou melhor, por não ter nada o que fazer no paraíso, solitário que era.; o mais que fazia era se defender de vez enquanto dos animais ferozes, pois nem para procurar alimentos tinha trabalho.A abundância, a fartura no paraíso era grande, principalmente para um único homem. Portanto, quando estava a salvo ficava olhando outros animais, como insinuara Lúcifer, que a exemplo de Deus, nunca foi direto, sempre preferiu metáforas, e nunca diziam diretamente o que queriam. Insinuavam. O motivo disso não se sabe, talvez para que alguns espertos tenham primazia sobre outros, na interpretação das palavras Divinas, mas se se pensar assim, isso seria outra maldade Divina.



Entretanto, até hoje, mesmo com a evolução intelectual do homem, muitas metáforas não foram ainda devidamente entendidas, dando-as as mais diversas interpretações as muitas religiões espalhadas mundo afora, que confundem o ser humano. Imagine naquele tempo, quando o homem podia, em inteligência, ser comparado a um macaco, ou a qualquer outro bicho terrestre. Digo bicho pelas razões óbvias já explicadas, ou seja, se o homem é a imagem e a semelhança de Deus, chamar o homem de animal, poderia algum maldoso interpretar com se tendo chamado indiretamente Deus de animal e por muito menos gente foi queimada na fogueira da Santa Inquisição.



Entretanto, as metáforas de Lúcifer eram mais explícitas. Ele não dizia, mandava Adão olhar. E em suas observações, Adão via que alguns animais tinham um membro parecido com o que tinha entre as pernas.; outros não, em vez do membro tinha um orifício pequeno, que hoje chamamos boceta, vagina, xoxota, priquito, enfim com inúmeras denominações. E que em certas ocasiões os animais introduziam aquele membro noutro animal semelhante. Só que com seu membro, Adão não fazia nada. Nada porque não utilizado nem para mijar, como andava nu, a urina saia naturalmente.



A partir dessas observações, e dizem que a curiosidade mata, Adão começou a se tocar. E se tocando seu membro começou a ficar igual, ao dos animais, não no tamanho era miniatura, mas na dureza, ou melhor, na rigidez. Daí para começar os movimentos de vai-e-vem foi um pulo, surgindo assim nossa conhecida punheta, que modernamente assumiu o nome técnico de masturbação.



Após a primeira punheta, foi aquela emoção, e não preocupação, como ocorre com nosso jovens, que começarem a se masturbar precocemente não sai líquido quando gozam, mas gala, porra o que for, e o pau fica inchado como se tivesse sido ferroado por um marimbondo. Portanto para ele o problema foi justamente o líquido que escorreu, desconhecido até sua morte, mas que aceitou com tranqüilidade com o passar dos tempos, visto que não lhe trazia qualquer contratempo. Por conseguinte, o feito da punheta foi aquela sensação maravilhosa, agradável, prazerosa, que o invadiu e o deixou em êxtase.



Mas como sabemos o homem nunca se satisfaz com as coisas e sempre quer mais. Desta maneira, não satisfeito com seus atos sexuais solitários que já o enfadava, ele começou a ter vontade de pratica conjunta. Mas com quem? Aí, mais uma vez Lúcifer entra em ação.



Por ocasião de uma outra visita, Adão conta a Lúcifer o que fizera, e demonstrou a insatisfação que o atormentava aquela prática individual, solitária. Claro, como era uma coisa suja, pecaminosa, contrária ao pensamento Divino, que Lúcifer bem conhecia, aprovou plenamente o ato de Adão, e ainda aproveitou a ocasião para fazer insinuações sobre as fêmeas dos outros viventes do paraíso.



Adão, embora parecesse, não era burro total. Já cansado de tanto bater punheta, e de correr para salvar a vida, estava ficando exausto. Certo dia, entretanto, aproveitou a folga dada por um jumento e também pelos animais que o queriam como jantar, aproximou-se de uma jumentinha, fogosa que estava por perto, e também por ser um dos animais mais manso do paraíso.; começou a acariciá-la e sentiu a mesma sensação que sentia quando batia uma bronha, só que desta vez a sensação veio sem ele se apalpar, só bolinando a jumenta.



A prática do ato já tinha, por viver observando os animais, sabia o que e como fazer, e foi tentar na jumenta. Aí, surgiu um detalhe técnico. Os animais, outrora, já tinham o tamanho normal de hoje.; o homem não. Era pequenino. Assim, Adão não alcançou a boceta da jumenta na primeira tentativa. Tenta daqui, tenta dali, até que consegue concretizar o ato, mas somente depois de levá-la a um barranco próximo, onde ele ficou no plano mais alta e ela na parte baixa, nivelando.



Quase foi seu fim, quase porque passou a concorrer com os jumentos e a procurar a jumenta em situações impróprias, quando o jumento estava por perto. Depois de muitos coices e muitas carreiras, Adão mudou de estratégia. Saiu à procura de animais menores e menos perigosos.



De princípio comeu galinhas, entretanto aquilo começou a preocupá-lo. Toda vez que comia uma, quando a coitada era solta, rodopiava sobre si mesma e morria no ato. Partiu, então, para outras paragens. Com vacas não deu certo: muito altas, assim como burras e éguas. Porcas rejeitadas por conta da sujeira, isto porque não existiam as porcas de raça atuais, criadas em pocilgas muito limpas, embora Adão não fosse tão limpo assim, mesmo não havendo quem acredite. Mas evitava-as, usando-as em casos extremos, até porque porcas gostam de mordem e era um risco grande. Portanto, a solução mais prática e mais utilizada, quando o jumento estava por perto, foram ovelhas e cabras.



Feliz da vida Adão desfrutou do paraíso sozinho por muitos e muitos anos. Digo muitos e muitos anos, porque há outra confusão terrena sobre a criação do mundo. Diz a Bíblia que Deus criou o mundo em sete dias, entretanto, dependendo do planeta tomado por referência um dia equivale a anos, anos-luz. Deus havia esquecido de sua criação, até que o arcanjo, ou anjo Gabriel, O lembrou da terra e do homem.



Deus, que não havia se recuperado totalmente da depressão, por conselhos médicos, ou melhor angelicais melhor dizendo, resolveu fazer uma visita a Adão e o fez de surpresa, pois Deus, desta vez, não sei se por desconfiança, tomou todas as precauções para que Lúcifer não soubesse de seus planos. Porém surpresa maior teve Deus, quando na terra chegou e deu de cara com Adão fodendo com animais. Pois o velho hábito de tocar punheta já tinha sido abandonado, e disso Deus não tomou conhecimento, ato que só passou a ser pecado quando papas, muitos séculos depois, tomaram conhecimento da prática e como são representantes de Deus na terra, têm prerrogativas para criar e extinguir pecados.



Indignado, Deus resolveu castigá-lo. Fez Adão dormir e quando estava dormindo dele retirou uma costela e fez Eva. Só que em sua indignação Deus criou a vergonha para eles.; fez Adão esquecer os atos praticados com os animais. Adão passou a viver com a Eva nas mesmas condições anteriores, quando vivia sozinha e não comia ninguém, e nem era ainda o punheteiro do paraíso. Pareciam dois irmãos, embora tenha irmão que coma irmã e pai que coma filha, mas isso também é outro problema.



Se foi, mas não sem antes dar instruções: Adão e Eva poderiam fazer tudo no paraíso, desde que não comessem o fruto proibido que lá se encontrava na árvore mais bonita e frondosa. Lúcifer, que de bobo não tem nada, apareceu, mas em forma de serpente, pois poderia causar desconfianças em Eva, caso se apresentasse em sua forma normal, e a provocou para roubar a fruta proibida. Eva, em sua curiosidade, coisa bem das mulheres, não resistiu, comeu da fruta e ainda ofereceu a Adão.



Dias depois volta Deus ao paraíso para ver como iam seus filhos e ver sua árvore predileta. Quando lá chegou, notou que os dois se escondiam Dele, e se apareciam, era furtivamente e cobertos por folhas.; não mostrando seus sexos. Atos estranhos. Deus sempre os vira nus sem nenhum constrangimento. O que despertou suspeita divina.



Para descobrir do que se tratava, Deus foi passear por seu pomar, quando de repente notou a falta de uma fruta. De imediato concluiu o porque do ato dos dois. Eles roubaram frutas daqui, pensou Deus. Suas frutas prediletas. Num ato extremado de ira, diz-se ira, termo com o qual os crentes se referem a certos atos divinos, termo dissonante pra Deus. Como Deus é ser de bondade não pode ficar irado.; irado ficam mortais e que daí praticam atos covardes e impensados, portanto, não poderia Deus ficar irado, muito menos praticar vingança como dizem também, mas isso é outra questão teológica. Irado, Deus vaticinou: Por me desobedecerem, roubarem minhas frutas prediletas, a igreja fala em uma, mas foram várias, Eu os condeno ao pecado original, ou seja, de hoje em diante todos os seres humanos nascerão no pecado e se não forem batizados antes da morte, queimarão no inferno - falam no fogo do inferno, mas por ser pleonasmo é melhor excluir o termo, para sempre. Não satisfeito totalmente estabeleceu que a partir daquele dia os homens teriam que ganhar o pão com o suor dos seus rostos, embora ainda não houvesse pão no mundo, e por fim, para Eva, a mentora do pecado, um castigo extra - se bem que por muito tempo o homem também sofreu com ele: a menstruação.



Quanto à menstruação Deus disse: “Quando uma mulher tiver seu fluxo de sangue, ficará impura durante sete dias: qualquer que a tocar será impuro até a tarde.” O castigo do macho veio por ele mesmo. Naquele tempo, Deus ainda não tinha ditado os Evangelhos para o homem, tampouco falou sobre casamento. Mas tempo depois criaram o casamento e com ele a monogamia. Como Deus criara a impureza da mulher por sete dias a partir da menstruação, tirando ainda os dias de dor de cabeça, cansaço e outras coisas mais, o homem passou a fazer sexo no máximo sete vezes ao mês.



E este foi o castigo extra dado por Deus ao homem macho, pois o termo homem atualmente designa os dois sexos, naquele tempo, era usa somente para Adão..



Portanto, por tudo isso se concluem que os desvios sexuais humanos começaram no paraíso, por necessidade e erro divino que fez o homem, que foi abandonado paraíso por muito tempo.



Quanto à mulher, como não teve vida solitária no paraíso, quando pratica atos libidinosos sozinha ou com animais, não há como explicar os motivos. Mas, isso é coisa para os psicólogos atuais. E com relação ao homossexualismo, também não se sabe como surgiu, pois no paraíso só havia um indivíduo. Uns acreditam em doença.; outros em sem-vergonhice.



HENRIQUE CÉSAR PINHEIRO

JULHO/2007

 


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