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Poesias-->Mãe Minha Grande Mãe -- 11/05/2008 - 21:35 (João Ferreira) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
MÃE MINHA GRANDE MÃE

Jan Muá

2001-2008



Minha mãe

Minha Grande Mãe

Teu dia que é de todos os dias

Apresenta hoje iluminação especial



O dia

Me traz à lembrança

Tudo o que eu sou por ti

No vasto manto da tua ternura



Eu só falo penso e ajo em teu nome

Eu sou o que secretamente decidiste que eu fosse

Juntamente com todos os seres meus irmãos

Que pouco conheço



Existo e caminho no teu círculo

Recebo o sol e a energia

Nos braços da atmosfera que me dá o ar do corpo



És a vida misteriosa que carrego

Em teu seio repouso sob os olhares de Deus

E gostaria de neste dia olhar ainda

E entender um pouco mais teu rosto misterioso

À luz deste tempo e deste espaço

Onde árvores rios e montanhas e astros no céu

Testemunham a ordem do cosmos

Que nos liga ao grande destino da vida



Pequenosou, mas sou teu filho na terra

sei que teu manto abrange todos os que de uma maneira sutil

compõem a teia universal dos seres e te têm como mãe universal

entre braços estendidos



Nossos problemas humanos passam por ti

Somos todos pequenos seres da terra

que fingem ter grandes problemas

Mas que melhor entenderiam se soubessem que todos os demais problemas são pequeninos e que só a tua relação com teus filhos é grande e verdadeira



No teu manto nasci

No teu manto cresci

Pelas fímbrias de teu manto caminhei e vislumbrei espaços e horizontes



Encontrei outros mortais iguais a mim

E nos unimos, nos organizamos e nos instruímos

Nos relacionamos e nos amamos

E geramos nossos filhos

E os educamos e amamos



Fazemos produzir nossos campos e nossas oficinas e fábricas

E organizamos nossa vida, fazemos nosso turismo

E nos tornamos amáveis amigos ou inimigos



Pensamos na solidariedade

Voamos pelos céus em nossos aviões

Navegamos pelos mares em nossos barcos

Percorremos estradas em nossos automóveis

Fazemos dramaticamente nossas guerras e nosso tráfico de drogas

Construímos nossas igrejas e rezamos lindas orações



Temos nossas academias e enrijecemos nossos músculos

Para embelezarmos nosso corpo



Nos cantinhos românticos celebramos nossos amores

Em creches e maternais educamos nossas crianças

Nas ruas estabelecemos nossas barracas

E fazemos nossas feiras livres



Nos bancos guardamos o problemático dinheiro

Já mandamos nossas naves espaciais para o cosmos...

Visitamos a Lua

E agora soondamos Vênus e Marte



Praticamos nosso golfe e nosso futebol

Organizamos nossos campeonatos...

Dormimos em nossas camas descansando e amando

Tudo sob teu olhar misterioso



Entre atividades e destinos

nunca nos disseste de verdade quem somos

quem é nosso pai quem governa esta casa

Sabemos só que tens tido todo o poder sobre nós

E sem teu manto e nossa ligação contigo

teríamos sido pulverizados no nosso caminho



Num dia de consagração da mãe como o de hoje

Seria bom conversarmos de verdade

Junto do bolo de festa junto dos presentes que gostaríamos de te oferecer

Junto da coca-cola das crianças e dos festeiros

Nós os adultos em particular gostaríamos de saber coisas neste teu dia



Nós que caminhamos no tempo e que já vimos repetidas muitas cenas e muitas tempestades

E muitos terremotos e niños e niñas

Gostaríamos de entender um pouco mais desta nossa Mãe

Que nos dá a natureza, que nos cobre que nos embala e que nos quer mas que nada nos diz



Somos peregrinos de uma grande viagem

E embora embalados nela e já habituados ao caminho permanecem mistérios profundos que não sabemos interpretar



Diz-nos mãe diz-nos tudo hoje

Quem somos

Para onde caminhamos o que devemos fazer

o que nos espera o que nos encobre

Somos pequeninos liliputianos neste cosmos imenso

Herdeiros da luz do sol

Espectadores desse Olimpo onde os deuses sempre residiram longínquos

E nos fazem ser apenas espectadores de terras e estrelas iluminadas



Habitamos um planeta de nascentes que vão secando

De rios que vão se poluindo

De humanos que vão se esgotando...

Ainda não sabemos mãe

Nossa mãe

Não sabemos nada da Vida



Tens filhos rebeldes que matam poluem e destroem

Mas tens muitos outros que entendem tua causa e respeitam tua casa

E aceitam esta poesia maior que é o Universo que nos sustenta...



Vem Mãezinha

Senta mais perto de nós e dá-nos teu calor

Conta tua vida

Conta teus segredos



Toma conta de nós que vamos ficando tristes por tantos irmãos desvairados desviados da rota

Senta e fala com clareza

De onde vens quais são tuas origens

Onde é o palácio de teus genitores



Conta e diz o que nos espera

Onde estaremos daqui a cem anos nós que vivemos agora

Diz-nos se estarás conosco na hora da verdade

E de que maneira



A esta nossa pergunta responderás logo que possas

Talvez no teu próximo aniversário

Não demores.



Até logo até amanhã, mãe. Eu te amo. E te espero.

Amo tua vida em mim. Amo minha vida em ti.

Sou feliz porque sei que vivemos um no outro e nos entendemos.



Embora tenhas muitos segredos que nunca nos contaste

Como filho declaro que te amo e envio muitos carinhos e muitos beijinhos

mãezinha querida,

E te saudando neste dia abraço a imagem de saudade da outra mãezinha que já partiu, que foi minha ama, que me deu os primeiros beijos de infância quando vim ao mundo desprotegido e necessitado de amor.

Para vocês as duas e para todas as mães peregrinantes da terra carinhosos abraços pelo que eu e a humanidade lhes deve.



Jan Muá



2001-2008

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