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Textos_Religiosos-->TJN - 004 = Ciência, Religião, Matéria e Espírito -- 20/08/2007 - 16:05 (TERTÚLIA JN) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
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Hoje, é num plano transreligioso que se procura a prova física da existência ou não duma Inteligência Criadora. É na desvenda dos mistérios da criação ou formação da estrutura cósmica do Universo, da biodiversidade e da psicogénese e não apenas no misticismo religioso. Ou será obra do acaso, um fenómeno fortuito, casuístico como perfilham os ateístas ou será o resultado duma vontade dum desígnio inteligente e premeditado como defendem os teístas. Actualmente, com as grandes descobertas no mundo da Física, da Bioquímica, da Cosmologia e com os meios avançados de que se dispõe, a mente humana já consegue descobrir as estruturas básicas da Natureza e as conclusões começam a ser mais concretas e cientificamente comprovadas.
Contudo, muitos cristalizaram no velho dilema Ciência ou Religião, Crença ou não Crença, Bem ou Mal quando, nos meios académicos internacionais da vanguarda, a Ciência anda de mãos dadas com a Religião e vice-versa. Estuda-se numa perspectiva científico-teológica, tentando explicar Deus pelo estudo da sua Obra, qual a finalidade dessa obra bem como o papel de seres conscientes em todo o contexto cósmico. Uma Ciência mais teológica e uma Teologia mais científica para que um Deus mais real e menos místico esteja mais perto do Homem, adaptando-se as religiões às exigências mais pragmáticas do homem moderno de harmonia com o estádio intelectual que atingiu no limiar do novo milénio. Foi nesta perspectiva que Newton e, mais tarde, Einstein descobriram as leis básicas do Universo, sem nunca perderam a sua fé o que, paradoxalmente, levou muitos bacocos a descrerem perante as suas descobertas!
Todavia, para os crentes basta-lhe a Fé (com maiúscula) que brota das suas consciências. E a crença não se esgota no cumprimento dos preceitos religiosos, pode existir mesmo não abraçando qualquer religião. O mundo espiritual transcende o material, é ilimitado enquanto o mundo físico em que os materialistas vagueiam, é um universo muito limitado. Aqui é que os ateístas se enganam sobre a acção condicionante da crença! O mundo físico, esse sim, limita os ateus a uma vida material cuja finalidade primária será a preservação da espécie e a sua continuidade pelo estímulo aliciante do prazer efémero que terminará com a morte física quando o corpo degradável regressar à terra donde proveio. Triste e limitada vivência sem qualquer finalidade digna dum ser dotado de Razão e Consciência!
E nesta conformidade, para que serviram milhões e milhões de anos que a Evolução levou a desenvolver um complexo neocórtex que levou à Razão e Consciência e à génese da alma no decorrer da vivência física, quando tornou o ser humano um ser autónomo responsável, imputável e punível que reconhece as suas culpas? E o cérebro humano é a estrutura integrada mais complexa do Universo! Para uma vivência apenas no mundo físico, sem qualquer continuidade transcendente, não seria necessário tanto trabalho supérfluo! Nestas condições, seria até um desperdício evolutivo que, ocasionalmente, não deveria ter acontecido; uma improbabilidade, entre milhentas que confirmam o desígnio da Criação.
Os cientistas Niels Bohr e Wolfgang Pauli que trabalharam com Max Planck e Albert Einstein na Teoria dos Quanta (Mecânica Quanta), salientaram o papel essencial do espírito na concepção da realidade e no mundo da alma (anima Mundi), face à generalidade e equilíbrio do modelo atómico e o próprio Einstein, deslumbrado com a harmonia das leis da Natureza que descobriu, afirmou que o princípio orientador de qualquer obra científica, é um sentimento em tudo semelhante ao que anima os espíritos tutelares religiosos em todos os tempos.
Hoje, os estados físicos do cérebro podem ser observados e medidos. É possível registar a actividade eléctrica das redes neurais e atribuir-lhes uma localização e intensidade mas nenhum destes dados de observação nos darão uma ideia da consciência de qualquer actividade sensitiva. Não é, portanto, um simples estado fisiológico que leva um religioso a enlevar-se num estado de meditação profunda mas sim uma vontade espiritual causada pela sua consciência, neste caso a Fé. E é natural que, quando se entra num estado de meditação profunda ou até absorto numa divagação intelectual intensa, se possa verificar, por exame tomográfico, uma diminuição da corrente eléctrica cerebral e do fluxo sanguíneo a nível dos lobos parietais superiores, concluindo-se, daí, uma desconexão temporária da personalidade. É um estado temporário, um desligamento apenas quando se está absorto numa vivência espiritual e a actividade física sensorial diminui de forma a não nos apercebermos até do que se passa à nossa volta. Está nas nuvens, entrou em órbita, como se costuma dizer. Mas tudo volta novamente ao estado normal e a corrente eléctrica e o fluxo do sangue restabelece-se. Não é um estado permanente específico dum religioso, apenas foi observado, na parte somática, o efeito dessa actividade espiritual que levou à diminuição da actividade física (eléctrica e sanguínea). Logicamente que esse estado físico não leva ninguém à meditação profunda, apenas o contrário é que provoca aquele estado físico. A vontade espiritual não é imperativa, é voluntária e pode não ser satisfeita mas a vontade física como respirar, tossir e outras necessidades fisiológicas bem conhecidas, são imperativas e têm que ser satisfeitas.
Tudo isto poderá provar que, embora um espírito seja inobservável (não se topa abrindo a cachola com uma broca), pode provocar estados físicos observáveis como uma desconexão parcial e temporária entre a parte psíquica e a somática e, dedutivamente, poderá concluir-se que, após a morte física, também se poderá dar um desligamento ou desconexão total e definitiva da personalidade espiritual, ou seja da alma com todo o seu conteúdo responsável transmitido pela consciência e acumulado na vivência corpórea, dando início à tal vida espiritual eterna de que todas as religiões, espalhadas pelo mundo, são unânimes em afirmar, mesmo sem quaisquer contactos que lhes permitissem uma propagação virulenta de “boca à orelha”.
Numa perspectiva antrópica, seria esta a finalidade dum Universo em expansão, até porque o Homem transporta, em si, todas as energias e matérias que surgiram após a grande explosão, o Big Bang que poderá ser o “Fiat lux et lux facta est” (Faça-se luz e a luz se fez) do Génesis bíblico.
Esta matéria é interminável e levaria a muitas conjecturas, porque estamos no mundo das conjecturas com muitas realidades pelo meio. Poder-se-iam abordar milhentos assuntos que surgem sempre neste campo dum universo determinístico mas também causal, probabilístico e até vibratório.

19/01/04

Reinaldo Beça





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