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Poesias-->SÃO PAULO -- 27/01/2008 - 21:39 (benedito morais de carvalho(benê)) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
gigantérrima desafiando a natureza,

exagerada pela própria natureza

ostentosa no seu vestido de concreto,

costurado em aços e bordado em cimentos,

usando por baixo,sem pudor,o metrô.

São Paulo contraditória,

meiga,agressiva,real e ilusória,

com suas bocas do lixo e do luxo,

com a sua rua direita torta,

com seus centros,o velho e o novo

ordeira,que adora rebuliços,

menina que nunca pára,mesmo imóvel,

no seu intransitável trânsito,

exibindo suas mansões e arranha-céus,

escondendo sob a anágua seus cortiços,

mãe de ninguem e de todos,

que acolhe,engole e cospe um mar de gente,

São Paulo que abraça todas as raças,

deuses e religiões diferentes,

e deixa rezar para Anchieta,San Genaro,Buda e Padre Cicero,

degustadora incansável do café

mas adota o chá no seu principal viaduto,

no seu céu cinzento aviões e helicopteros se amontoam

anfitriã de gastronomia excêntrica,

servindo do virado á paulista a sopa de crocodilio,

santa são paulo dos prazeres

parceira dos imigrantes desambientados,

das noites afogadas em espermas pelos casais

e por milhares de masturbadores solitários,

das casas nortunas congestionadas de farristas,

madrugadas empestadas de travestís,gigolôs,

bebêdos,drogados,pedintes e artistas,

cidade dos ateístas,politeístas e capitalistas,

dos analfabetos,semi-analfabetos e intelectuais,

dos virgens,das virgens e dos liberais,

e de todas as categorias profissionais,

mãe dos meus amigos do peito,

cidade de todas as nacionalidades e mentalidades,

seus poetas não te entendem,

seus filhos te devoram impiedosamente

em que,numa copa do mundo,nem todos torcem para o Brasil

mas que não é raro nas suas esquinas,

Coreanos,Chineses,Árabes,Japoneses,Italianos,Nordestinos

debatendo,inflamados,a economia nacional,

santa mulher de todos os quereres,

abriste teu utero para o mundo,

és mais Nordeste,

és mais norte,

és mais sul,

São Paulo mulheraça maquiada de argamassa

coração de aço sob o véu de fumaça,

minha São Paulo da Republica,Arouche,Sé,Velha Barão,Bela Vista

minha São Paulo da das zonas leste,norte,oeste,sul,

em que a gente chega,vê,se encanta,canta e se assusta,

leva porradas,se molda,fica e vai transando,

menina sem idade que é cheia de graça

entrelaçados os destinos,

a gente termina se apaixonando,ficando,ficando,ficando...



Autor: Benedito Morais de Carvalho(benê)

Poema revisado em 25/01/20l2

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