Usina de Letras
Usina de Letras
                    
Usina de Letras
113 usuários online

 

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 57365 )
Cartas ( 21181)
Contos (12605)
Cordel (10136)
Crônicas (22252)
Discursos (3139)
Ensaios - (9064)
Erótico (13414)
Frases (44119)
Humor (18580)
Infantil (3845)
Infanto Juvenil (2799)
Letras de Música (5476)
Peça de Teatro (1320)
Poesias (138535)
Redação (2942)
Roteiro de Filme ou Novela (1055)
Teses / Monologos (2408)
Textos Jurídicos (1926)
Textos Religiosos/Sermões (4942)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Poesias-->Visão do Porto -- 09/11/2007 - 01:26 (MARIA CRISTINA DOBAL CAMPIGLIA) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Visão do Porto



Uma brisa molhada de sal

sacode esta pele que levo.

Dizendo ao meu corpo

que é dela,

parece tirar

um antigo sossego.



Guinchos como dedos

gigantes e escuros

alinham-se altos e miram

descendo a agarrar umas caixas:

não parece que alguém os dirija

e sós fazem danças lá em cima.



Enormes navios parados

impõem meu espanto de cria.

Solenes e firmes me olham

fazendo-me ver a estatura.

Não viajo em seus corpos de aço

e temo-lhes canto e agrura...



Um mar de resíduos e óleo,

sem peixes- eu creio- e sem vozes

que cantem suas ondas e espuma.

E as manchas na água se esfumam

ficando de novo nos botes:

ao lado dos grandes navios : filhotes!

Comentários

O que você achou deste texto?        Nome:     Mail:    

Comente: 
Perfil do Autor Renove sua assinatura para ver os contadores de acesso - Clique Aqui