Usina de Letras
Usina de Letras
                    
Usina de Letras
154 usuários online

 

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 58134 )
Cartas ( 21211)
Contos (12852)
Cordel (10239)
Crônicas (22080)
Discursos (3147)
Ensaios - (9225)
Erótico (13452)
Frases (45278)
Humor (18934)
Infantil (4153)
Infanto Juvenil (3229)
Letras de Música (5505)
Peça de Teatro (1328)
Poesias (138695)
Redação (2995)
Roteiro de Filme ou Novela (1058)
Teses / Monologos (2417)
Textos Jurídicos (1934)
Textos Religiosos/Sermões (5248)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Poesias-->A CHUVA E O DEPOIS -- 24/09/2007 - 19:31 (ALFREDO ROSSETTI) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Tomado de surpresa o raio

ilumina o susto da noite aguaceira.

Frutifica o isolamento e o amor pelo mundo lar,

que se efetiva como o casulo das noites

que não se argentinam

na ausência do suor ecoado

pelo dia em que se luta contra o vazio

da alma talhada para despejo

do corpo-cela e paixão.

Pela mundana troca de cores

a arregimentar desejos que brotam

a cada íntimo do ser sem trato.



Nasce abrupto, nasce valente,

nasce nascente de próximo

que explodirá mil próximos

e decretará a roda

e o pomar de todas as essências ocultas,

pedintes de vir ao sol bulir

com os raios da manhã em cio.



A formiga passa pela pedra.

O dia começa a passar pela espreita

do mundo sobre os homens.

Os olhos não passam. Assistem

transeuntes austeros a valorizar

cada pedaço de um dia igual

a cada pedaço de outro dia igual.

A formiga nem sabe dos olhos,

mas pela pedra escapa da angústia

e sem descanso, revitaliza seu caminho.

Meus passos tortos sem caminhos

relembram a chuva da memória,

espelho da vida que alterna

em lembranças e culpas e arrependimentos

e sortes e dados e cuidados.



O sonho oportuno é um domingo

cheio de nada, vazio de tentativas,

obliterado cantil, ócio de alma,

de pardais febris a ocupar os sóis

que devemos, de seres que somos,

nem respirar nem dar-lhe soberba,

visto que a sombra socorre

e varre tudo

que a calmaria possa transfigurar como amor,

sem tenção se elevar,

mas figuração apenas.

Ou ávido desejo do poeta.



Apenas ser, neste sonho, um vaso de flor.

Canto de vida até o soar de trombetas,

alucinando um despertar,

que há de se avizinhar

ao embate com a chuva

ou com a formiga.



17/03/2007











www.alfredorossetti.com.br
Comentários

O que você achou deste texto?        Nome:     Mail:    

Comente: 
Perfil do Autor Renove sua assinatura para ver os contadores de acesso - Clique Aqui