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Crônicas-->Lembranças -- 08/08/2004 - 14:55 (fernanda araújo) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
. Nas férias, depois de muito pedir, minha mãe consentia que passássemos uns 3 dias na casa de nossa avó. Íamos a pé: a Luzia, eu, a Teresinha com seus dois irmãos: o Nonô e o Matias e lá nos esperavam o Carlos e a Clarice(filhos do Tio Vicente, que moravam lá pertinho). Era uma festa esse encontro de primos (todos na faixa etária entre 9 a 13 anos). O dia ficava pequeno para tantas brincadeiras. Andávamos no meio do mato, subíamos em árvores, brincávamos em córregos e um dia, escondidos de minha avó, fomos brincar no rio Itapecerica que passa nos fundos do quintal. Em um determinado lugar ele possui grandes pedras pretas e nós ficamos brincando de pular de uma pedra para outra até chegar numa pequena ilha. Uns davam a mão para os outros. Olha a falta de juízo: as pedras possuíam lodo e uma escorregadela botaria tudo a perder. Para nós isto foi o máximo e nunca minha avó ficou sabendo ( nem minha mãe!) .

Meu avô possuía algumas vacas que eram muito bravas e algumas vezes tivemos que correr e passar por debaixo da cerca de arame farpado e tudo era uma gostosa aventura.

E na hora de dormir era uma graça, pois os colchões eram de palha de milho que tínhamos que ajeitar para que estas palhas se espalhassem de maneira uniforme naquele grande saco que chamávamos de colchão.
A despensa era um cômodo que atraia muito nossa atenção. Ele ficava sempre fechado por causa dos gatos. Quando nossa avó ia tratar das galinhas, entrávamos lá rapidinho e víamos tanta coisa boa: pencas enormes de banana amadurecendo, dependuradas no teto, queijos, latas de doce, bolos e biscoitos, lingüiça e não sei mais o quê! Sempre pegávamos alguma coisa morrendo de medo de sermos pegos no flagra.

Às vezes, íamos à casa dos lavradores vizinhos. Eram duas famílias bem diferentes em sua maneira de ser, mas com um ponto em comum: eram pessoas muito simples e suas casinhas estavam sempre limpinhas. Feitas de pau-a-pique e com apenas duas portas: a da sala e a da cozinha. As camas eram feitas de pequenos galhos de árvores, que eram fincados diretamente no “chão batido”. E eles estavam sempre alegres! Sentávamos no quintal e sempre havia aquelas peneiras grandes com pipoca que comíamos acompanhada com um café tão ralinho que mais parecia chá.
Tudo era festa! De muita coisa dá para sentir saudades.
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